Segundo o Barómetro de Práticas de Pagamento da Crédito y Caución, 19% das empresas neerlandesas acreditam que as insolvências irão aumentar.
As empresas neerlandesas dependem mais do crédito comercial do que a média da Europa Central, apesar de estarem sujeitas a atrasos nos pagamentos que afetam o fluxo de caixa. De acordo com o Barómetro de Práticas de Pagamento dos Países Baixos elaborado pela Crédito y Caución, quase três quartos das vendas B2B são realizadas a crédito, o que representa mais de vinte pontos percentuais acima da média da região. Sete em cada dez fornecedores relatam atrasos por parte dos seus clientes e um quinto das faturas está em atraso. Muitos clientes prolongam os prazos de pagamento, repassando as suas necessidades de financiamento a curto prazo para os fornecedores.
Com base no cenário atual, 19% das empresas esperam um aumento das insolvências a curto prazo e 60% sugerem que o nível de incumprimento se manterá elevado se o crescimento económico se mantiver moderado, as condições de financiamento permanecerem restritivas e as tensões geopolíticas continuarem a perturbar os fluxos comerciais. A maior preocupação é entre as empresas orientadas para a exportação, onde uma menor procura global e a incerteza em torno do comércio global podem rapidamente aumentar o risco de dificuldades financeiras.
A exposição ao risco de crédito varia entre setores. O comércio grossista, as PME e alguns segmentos do setor dos serviços são particularmente afetados devido às margens apertadas e à baixa liquidez. Muitas destas empresas enfrentam normalmente perdas mais elevadas devido a não pagamentos, por vezes superiores a 5%.
A dimensão do tecido produtivo dos Países Baixos reflete a sua resiliência ao risco de incumprimento. Os grandes fabricantes parecem estar melhor protegidos, apontando a sua capacidade de definir preços, diversificação das fontes de receita e balanços sólidos como razões para não preverem mudanças significativas nas suas margens. Outras empresas, especialmente PME com elevada exposição a mercados globais, margens mais apertadas ou reservas financeiras limitadas, esperam continuar a enfrentar fragilidade.
Os pagamentos em atrasos levam a uma redução da margem de liquidez em 23% dos casos, menos flexibilidade financeira em 17% e maiores necessidades de financiamento em 15%.
As empresas neerlandesas frequentemente combinam o controlo interno de crédito com a gestão externalizada do risco de crédito, incluindo o seguro de crédito, pois afirmam que esta combinação de ferramentas as ajuda a gerir de forma mais eficaz o comportamento imprevisível dos pagamentos B2B no atual ambiente económico e comercial volátil.
Olhando para o futuro, o comportamento dos pagamentos B2B nos Países Baixos será cada vez mais determinado por fatores económicos e geopolíticos externos. A elevada dependência do crédito comercial significa que qualquer pressão sobre a liquidez dos clientes é rapidamente transmitida por toda a cadeia de abastecimento.
Entre as suas principais preocupações estão também a evolução da inflação, que pode ter impacto numa margem comercial mais baixa, e alterações regulatórias.
Sobre a Crédito y Caución
Crédito y Caución é uma das marcas líderes em seguro de crédito interno e de exportação em Portugal, com uma quota de mercado de 22,1%. A Crédito y Caución contribui para o crescimento das empresas, protegendo-as dos riscos de incumprimento associados a vendas a crédito de bens e serviços. A marca Crédito y Caución também está presente em Espanha e no Brasil. No resto do mundo opera como Atradius. Somos um operador global de seguro de crédito presente em mais de 50 países. A nossa actividade consolida-se no GCO.
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