Aumento das insolvências em mais de 77% dos distritos

Ações de insolvência em agosto aumentam 18,2% face ao período homólogo de 2017. Aumento das insolvências no acumulado afeta 17 distritos. Número de novas empresas com decréscimo de 4,6%.

Madrid - 06-set-2018

 

 

 

Em Agosto registou-se um aumento das insolvências, com 188 empresas insolventes, mais 29 que no período homólogo de 2017 (acréscimo de 18,2%). O valor acumulado apresenta-se igualmente superior a 2017, com mais 295 insolvências. Até final de agosto registaram-se 4.235 insolvências que traduzem um aumento de 7,5% face a 2017.

 

Analisando os resultados por tipos de ação, até final de agosto, o total de declarações de insolvências requeridas (DIR) diminuiu 1,7% em relação a 2017, enquanto as apresentações à insolvência pelas próprias empresas (DIA) registaram um aumento de 2,1%. Os encerramentos com plano de insolvência (PI) diminuíram 33,8% face a 2017 e as ações de encerramento (DI – Declaração de Insolvência) aumentaram 16% face ao ano transato.

 

Lisboa e o Porto são os distritos com o maior número de insolvências, 1.143 (27% do total nacional) e 942 (22,2% do total) respetivamente. Em relação a 2017, Lisboa regista um aumento de 1,4% e o Porto de 20,5%. Cinco distritos apresentam decréscimos no acumulado até final de agosto: Madeira (-18,6%), Setúbal (-13,4%), Leiria (-12,8%), Évora (-12%) e, por último, Viseu (-11,3%). Estes distritos representam 15,4% do total de insolvências em 2018.

 

Os aumentos mais notórios nas insolvências verificam-se nos distritos de Angra do Heroísmo (133,3%), Beja (87,5%), Guarda (69,7%), Castelo Branco (65,1%), Vila Real (40,9%) e Faro (40,2%). No seu conjunto, estes seis distritos representam 9% do total de insolvências no país em 2018. Dos 22 distritos do país, até final de agosto, 17 deles (77,3%) registaram aumentos nas insolvências e são responsáveis por 84,4% do total de insolvências nos primeiros oito meses do ano.

 

A análise por setores indica que houve diminuição de insolvências apenas em duas áreas de atividade: Telecomunicações (-28,6%) e Transportes (-7,1%). Os setores com aumentos mais significativos são: Indústria Extrativa (140%), Eletricidade, Gás, Água (28,6%) e Agricultura, Caça e Pesca (28,3%). 

 

Constituições diminuem em agosto, mas crescem no acumulado

 

A constituição de novas empresas em agosto baixou de 2.810 em 2017 para 2.681 em 2018 (-4,6%). Em termos acumulados verifica-se um aumento sucessivo desde 2016. Os primeiros oitos meses de 2018 viram surgir um total de 30.662 novas empresas, mais 10,4% que no período homólogo de 2017 e 20,1% face a 2016.

 

O número mais significativo de constituições verifica-se em Lisboa, com 10.661 novas empresas (+16,6% que em 2017), e no Porto com um total de 5.472 empresas (+13,7% que em 2017). O distrito de Setúbal ocupa a terceira posição com um total de 2.272 empresas (+20,1% que no período homólogo de 2017), seguido por Braga (2.195 novas empresas que traduzem um aumento de 7,1%), Faro (com 1.741 empresas e um aumento de 10,5%), Aveiro (com 1.369 empresas e um acréscimo de 1,2%) e Leiria (1.131 novas empresas que traduzem um acréscimo de 5,6%). As variações positivas mais significativas registam-se nos distritos de Setúbal (+20,1%), Lisboa (+16,6%) e Viana do Castelo (+13,9%). Os maiores decréscimos são sentidos nos distritos de Horta (-36,2%), Portalegre (-27%) e Beja (-16,1%).

 

Os setores com maior número de novas constituições nos primeiros oito meses do ano são: Outros Serviços (14.622), Hotelaria e Restauração (total de 3.611 novas constituições) e Construção e Obras Públicas (2.917). Estes três setores representam 69% das novas empresas criadas até final de agosto.

 

Os principais aumentos registam-se, no entanto, nos setores de Transportes (+56%), Indústria Extrativa (+29,4%) e Construção e Obras Públicas (+21,1%). A principal descida é sentida no setor de Agricultura, Caça e Pesca (-31%).

 

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