Setores como agricultura, automóvel, bens de consumo duradouro, construção, eletrónica e TIC, financeiro, maquinaria e engenharia, metalurgia e aço, papel, serviços e têxtil apresentam um elevado risco de incumprimento.

Os fabricantes e fornecedores de aço veem-se afetados pela deterioração da procura nos principais setores compradores, como o setor automóvel, aeronáutica, construção e maquinaria, bem como pelas interrupções na cadeia de fornecimento. Após uma contração de 6% em 2019, espera-se que o valor acrescentado gerado pelo setor se reduza novamente em quase 12%.
O setor vê-se afetado pelo aumento dos preços dos bens e serviços utilizados na produção e pelas questões ambientais, enquanto os preços de venda se mantêm baixos. As medidas de confinamento perturbaram aspetos como o transporte e a cadeia de fornecimento da agricultura. Prevê-se que o valor acrescentado gerado pelo setor sofra uma redução de 7% em 2020, após uma modesta contração de 1% em 2019.
Um número crescente de empresas está a sofrer com o encerramento de vários canais de distribuição sendo o mais drástico o da restauração, que por agora se irá manter encerrado. Isto, juntamente com o impacto negativo no canal de catering, está a afetar toda a indústria alimentar. Prevê-se que o valor acrescentado do setor tenha uma contração de 0,5% em 2020.
Os fabricantes e concessionários estão a ser afetados pela deterioração global das vendas de veículos de turismo e comerciais, o que provoca graves tensões na liquidez e um défice de receitas. As margens já estavam sob pressão antes do surto de coronavírus, devido à queda das vendas em 2019 e ao aumento dos investimentos para fazer face à transição dos motores de combustão para a mobilidade eletrónica. Prevê-se que o valor acrescentado do setor automóvel sofra uma retração de mais de 20% em 2020.
O consumo privado de bens de consumo não alimentares deteriorou-se devido ao impacto do coronavírus e muitos negócios fecharam temporariamente. O sentimento dos consumidores e o aumento do desemprego poderiam constituir um obstáculo à recuperação no curto prazo. Estima-se que o valor acrescentado do comércio a retalho diminua 10% em 2020 e que as insolvências aumentem acentuadamente.
O setor já estava a ter um fraco desempenho antes do surto do coronavírus, com maiores constrangimento de liquidez para as empresas devido às dificuldades de financiamento. As margens operacionais são muito estreitas, com maior risco de crédito para os intervenientes de menor dimensão. Devido à recessão e ao lockout de empresas, o setor vê-se afetado por problemas na cadeia de fornecimento, adiamento de projetos e redução do volume de encomendas. Os custos para assegurar o distanciamento social nas obras vão pesar sobre as margens já muito apertadas. Espera-se que o valor acrescentado da construção tenha uma redução de 7% em 2020.
As vendas deterioraram-se consideravelmente com o encerramento dos negócios devido ao confinamento. O sentimento moderado dos consumidores e o forte aumento do desemprego poderiam constituir obstáculos a uma retoma robusta a curto prazo. Prevê-se que o valor acrescentado gerado pelas TIC diminua mais de 4% em 2020 e que haja um aumento das insolvências, o que afetará principalmente os retalhistas.
O setor está gravemente afetado pela recessão económica global. O aumento dos problemas financeiros das empresas e dos consumidores conduz a um aumento dos empréstimos improdutivos e à deterioração dos lucros. Estima-se que o valor acrescentado gerado pelo setor sofra uma retração de quase 5% em 2020
As perspetivas do setor deterioraram-se já que as encomendas e a produção diminuíram drasticamente. A procura nacional e internacional por parte de setores compradores chave, como o setor automóvel e aeronáutico, deteriorou-se e as interrupções na cadeia de fornecimento tiveram um impacto negativo. Antecipa-se que o valor acrescentado da engenharia sofra uma retração de mais de 4,5% em 2020, e as insolvências vão aumentar acentuadamente.
Os produtores e comerciantes do setor metalúrgico e do aço estão a ser afetados pela deterioração da procura por parte de setores compradores como o automóvel, construção e máquinas, e pelas interrupções na cadeia de fornecimento. É esperado que o valor acrescentado da metalurgia tenha uma retração de quase 8% em 2020, com as insolvências a aumentar consideravelmente.
Os produtores de papel são afetados pela diminuição da procura devido às medidas de confinamento e ao processo de digitalização em curso. Após uma contração de 3,4% em 2019, espera-se que o valor acrescentado do setor sofra nova redução de 3,3%.
Muitas empresas químicas estão a sofrer uma queda da procura decorrente das interrupções na sua cadeia de valor. As questões logísticas também têm um impacto negativo, embora em menor grau, nas empresas farmacêuticas. Prevê-se que o valor acrescentado dos produtos químicos sofra uma contração de 4% em 2020, enquanto nos produtos farmacêuticos é esperada uma taxa de crescimento de 1%.
Devido às amplas medidas de confinamento perante o surto de coronavírus, prevê-se que muitos segmentos sejam fortemente afetados, em especial os hotéis, restaurantes, bares, espetáculos, eventos culturais, agências de viagens e operadores turísticos. Estima-se que o valor acrescentado dos serviços tenha uma contração superior a 7% em 2020 (17% no caso da hotelaria e restauração), e que as insolvências aumentem consideravelmente.
Os fabricantes, grossistas e retalhistas do setor têxtil, que viviam uma situação difícil já antes do surto de coronavírus devido à forte concorrência e às margens reduzidas, viram-se afetados pela deterioração das vendas em virtude do confinamento. Após uma diminuição em 2018 e 2019, espera-se que o valor acrescentado do setor têxtil sofra nova retração de 8% em 2020, com as insolvências a aumentar consideravelmente.
Sobre a Crédito y Caución
Crédito y Caución é uma das marcas líderes em seguro de crédito interno e de exportação em Portugal, com uma quota de mercado de 26%. A Crédito y Caución contribui para o crescimento das empresas, protegendo-as dos riscos de incumprimento associados a vendas a crédito de bens e serviços. A marca Crédito y Caución também está presente em Espanha e no Brasil. No resto do mundo opera como Atradius. Somos um operador global de seguro de crédito presente em mais de 50 países. A nossa actividade consolida-se no Grupo Catalana Occidente.
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