Os setores automóvel e transportes, bens de consumo duradouro, construção, serviços e têxtil apresentam um risco de incumprimento muito elevado.

O setor foi afetado pelas consequências do confinamento, que gerou problemas logísticos e falta de trabalhadores estrangeiros temporários. Embora se preveja que o valor acrescentado da agricultura sofra uma contração de 6% em 2020, há boas perspetivas para uma rápida recuperação.
As margens do setor mantêm-se baixas, já que a pressão sobre os preços por parte dos grandes distribuidores obriga produtores e transformadores a fazer ajustamentos. Muitas empresas alimentares revelam, a curto prazo, um elevado nível de adaptação. A recessão económica global e uma possível escalada do conflito comercial entre a União Europeia e os Estados Unidos continuam a representar um risco de abrandamento que poderia dar lugar a uma deterioração do risco de crédito das empresas, em especial as que dependem das exportações. Devido ao confinamento, os fornecedores de alimentos para hotéis e restaurantes, em especial as empresas de bebidas, estão a sofrer uma deterioração das suas vendas. Prevê-se que o valor acrescentado retraia cerca de 0,5% em 2020, após um crescimento de 2,2% em 2019.
Prevê-se que tanto a produção como a venda de veículos diminuam substancialmente em 2020. Devido às amplas medidas de confinamento, a maioria das empresas ativas neste setor fecharam temporariamente. Isto irá causar uma importante diminuição das margens e dos resultados para fabricantes, fornecedores e concessionários. Espera-se que o valor acrescentado do setor automóvel e de transportes em 2020 contrai 29% e 8%, respetivamente, num enquadramento de aumento dos atrasos nos pagamentos e das insolvências.
O consumo privado de bens de consumo não alimentar deteriorou-se devido ao impacto do coronavírus e muitas empresas fecharam temporariamente devido ao confinamento. A deterioração do sentimento dos consumidores e o forte aumento do desemprego poderiam ser um obstáculo à retoma, a curto prazo. A solidez financeira de muitas empresas deteriorou-se gravemente e prevê-se que os atrasos nos pagamentos e as insolvências aumentem acentuadamente. O valor acrescentado das vendas a retalho diminuirá 6% em 2020.
O setor já enfrentava um aumento do risco de crédito antes do surto de coronavírus, principalmente para as empresas de menor dimensão. Devido à recessão atual, as empresas veem-se afetadas pelo adiamento de projetos e pela diminuição do volume de encomendas, em especial nos segmentos das obras públicas e da construção residencial. Prevê-se que o valor acrescentado da construção reduza quase 9% em 2020 e espera-se que os atrasos nos pagamentos e as insolvências voltem a aumentar.
As vendas deterioraram-se devido ao encerramento das empresas como resultado do confinamento. A deterioração do sentimento dos consumidores e o forte aumento do desemprego poderiam constituir um obstáculo a uma forte retoma a curto prazo. Embora o aumento do comércio eletrónico esteja, em parte, a compensar a diminuição das vendas, espera-se que o valor acrescentado das TIC diminua mais de 4% em 2020. As previsões apontam também para um aumento nos atrasos nos pagamentos e nas insolvências.
O setor bancário vê-se gravemente afetado pela recessão económica global. O aumento dos problemas financeiros das empresas e dos consumidores conduz a um crescimento dos empréstimos improdutivos e à deterioração dos lucros. Espera-se que o valor acrescentado do setor sofra uma contração de quase 5% em 2020
As perspetivas do setor deterioraram-se já que as encomendas e a produção diminuíram drasticamente. A procura por parte dos principais setores compradores reduziu-se e as interrupções da cadeia de fornecimento têm um impacto negativo. Espera-se que o valor acrescentado da engenharia sofra uma contração de 16% em 2020 e que os atrasos nos pagamentos e as insolvências aumentem consideravelmente.
Os produtores e comerciantes do setor metalúrgico e do aço sofrem devido à deterioração da procura por parte dos principais setores compradores como o automóvel, construção e máquinas, e pelas interrupções da cadeia de fornecimento. Prevê-se que o valor acrescentado da metalurgia contraia 17% em 2020 e que a solidez financeira das empresas se deteriore gravemente.
Os produtores de papel e as empresas de impressão veem-se afetados estruturalmente pelo processo de digitalização em curso. As interrupções na cadeia de fornecimento resultantes das medidas de confinamento têm um efeito negativo no setor. Prevê-se que o valor acrescentado do papel sofra uma redução de quase 17% em 2020, num contexto de aumento dos atrasos nos pagamentos e aumento das insolvências.
Muitas empresas químicas sofrem a deterioração da procura por parte dos principais setores compradores a nível nacional e global. Prevê-se que o valor acrescentado dos produtos químicos sofra uma contração de quase 11% em 2020, enquanto nos produtos farmacêuticos é esperada uma retração de quase 12%. O subsetor dos cosméticos viu-se gravemente afetado pelo encerramento quase total dos retalhistas devido às medidas de confinamento.
Devido às amplas medidas de confinamento perante o surto de coronavírus, prevê-se que muitos segmentos sofram gravemente, em especial os hotéis, restaurantes, bares, espetáculos, eventos culturais, agências de viagens e operadores turísticos. As previsões apontam para que o valor acrescentado dos serviços sofra uma contração de 6% em 2020 (a hotelaria baixará 20%) e que as insolvências aumentem de forma considerável.
Os produtores, grossistas e retalhistas têxtil, que antes do surto do coronavírus já sofriam uma forte concorrência e margens apertadas, viram-se afetados pela deterioração das vendas no mercado doméstico e no mercado externo. Após uma diminuição de 5% em 2019, prevê-se que o valor acrescentado do têxtil sofra nova contração em 2020, na ordem dos 20%. Os pequenos retalhistas são particularmente afetados pelos efeitos negativos do confinamento e espera-se que os atrasos nos pagamentos e as insolvências aumentem ainda mais.
Sobre a Crédito y Caución
Crédito y Caución é uma das marcas líderes em seguro de crédito interno e de exportação em Portugal, com uma quota de mercado de 26%. A Crédito y Caución contribui para o crescimento das empresas, protegendo-as dos riscos de incumprimento associados a vendas a crédito de bens e serviços. A marca Crédito y Caución também está presente em Espanha e no Brasil. No resto do mundo opera como Atradius. Somos um operador global de seguro de crédito presente em mais de 50 países. A nossa actividade consolida-se no Grupo Catalana Occidente.
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