O risco de incumprimento na China

Os setores automóvel, construção, metalurgia, papel, serviços e têxtil apresentam um elevado risco de incumprimento.
 

Lisboa - 28-set-2020

 

 

 

  • Agricultura - Risco muito baixo

 

A China é o maior importador mundial de produtos agrícolas. O setor viu-se parcialmente afetado pelas medidas de confinamento adotadas nos primeiros meses de 2020. Prevê-se que as importações agrícolas continuem a aumentar e que o valor acrescentado do setor aumente 5,5% em 2020.

 

  • Alimentação - Risco baixo

 

O setor viu-se afetado pelo confinamento no primeiro trimestre, que aumentou a procura de alimentos congelados. A pandemia também desencadeou duas tendências importantes para a indústria alimentar chinesa: o comércio eletrónico de alimentos frescos e o aumento significativo da procura de alimentos saudáveis.

 

  • Automóvel e transporte - Risco elevado

 

Tanto a produção como as vendas de automóveis começaram a recuperar no segundo trimestre do ano, devido às medidas de estímulo e aos grandes descontos oferecidos tanto por fabricantes como por distribuidores. Devido à evolução negativa registada no primeiro trimestre, espera-se que o valor acrescentado do setor diminua 7% em 2020. Com grandes stocks disponíveis e uma procura muito deteriorada, muitos pequenos concessionários fecharam os seus negócios. No primeiro semestre, a produção e as vendas contraíram 12% e 13%, respetivamente, face ao período homólogo do ano anterior. O risco de crédito de muitos pequenos operadores do setor deteriorou-se, com aumento dos atrasos e incumprimentos durante o confinamento. Contudo, esta evolução tem vindo a moderar-se. O prazo médio de pagamento no setor é muito elevado o que coloca uma pressão adicional sobre as margens e sobre a capitalização dos fornecedores de menor dimensão. Prevê-se que os fabricantes de baixo custo, que atualmente produzem peças básicas, abandonem o mercado. 

 

  • Bens de consumo duradouro - Melhoria do risco de elevado para médio

 

No primeiro trimestre, devido ao impacto do coronavírus, o consumo privado de bens de consumo não-alimentares deteriorou-se bruscamente e muitos negócios fecharam temporariamente durante o confinamento. No primeiro trimestre, as vendas a retalho diminuíram 19%, mas estão a recuperar. Até final de 2020, as previsões apontam para uma contração de 4% nas vendas a retalho, seguida de uma recuperação superior a 14% em 2021. As vendas online são o único segmento em crescimento, com um aumento de mais de 7% no primeiro semestre. No primeiro trimestre de 2020, os incumprimentos no setor aumentaram, mas, desde maio, o comportamento está novamente a melhorar. 

 

  • Construção e materiais - Risco elevado

 

Em 2019, a construção e as indústrias auxiliares, como a do cimento, viram-se afetadas pelo excesso de capacidade. O elevado endividamento e as margens reduzidas elevaram o risco de crédito, principalmente entre os operadores de menor dimensão. A grave recessão económica do primeiro trimestre deu lugar a um aumento dos incumprimentos entre as empresas privadas mais pequenas. Contudo, no segundo semestre de 2020 e até 2021, a construção beneficiará dos grandes investimentos em infraestruturas.

 

  • Eletrónica e TIC - Risco médio

 

A pandemia de coronavírus aporta desafios e oportunidades à indústria de TIC chinesa. O fomento da educação à distância e o aumento das vendas online fizeram crescer a procura de computadores portáteis e tabletes. Prevê-se que o crescimento do valor acrescentado do setor seja de 3%, em 2020. O excesso de oferta em alguns subsetores, como monitores, placas de circuitos impressos e baterias de lítio, causou preocupação pelas guerras de preços. Além disso, uma nova escalada da guerra comercial com os Estados Unidos representaria um importante risco para a indústria de TIC chinesa, dada a sua grande dependência do comércio externo. O impacto das sanções norte-americanas impostas às empresas chinesas de TIC será diferente para cada subsetor. Os segmentos com baixos requisitos tecnológicos poderão substituir os artigos norte-americanos por outros nacionais. Contudo, as empresas que necessitam de componentes-chave de alta tecnologia, como semicondutores e chips, enfrentarão maiores dificuldades.

 

  • Financeiro - Risco muito baixo

 

Graças à política de facilitação de crédito destinada a apoiar a economia, o setor registou uma taxa de crescimento do lucro líquido de 5% no primeiro trimestre deste ano. Contudo, os bancos mais pequenos registaram uma erosão da qualidade dos seus ativos e um aumento do risco de crédito. Isto deve-se à deterioração da qualidade dos empréstimos às PME, gravemente afetadas pela pandemia.

 

  • Máquinas e engenharia - Risco médio

 

As empresas de máquinas e de engenharia são, em regra, mais resistentes do ponto de vista financeiro do que outras indústrias. Em 2019, o crescimento das receitas do setor debilitou-se até 2,5%, penalizado pelo desempenho do setor automóvel, a principal indústria compradora. Em 2020, a indústria beneficiou dos grandes investimentos realizados em infraestruturas. Até julho, no comparativo anual, a produção industrial de máquinas na China cresceu 16%, muito acima do crescimento da produção industrial que se situou nos 4,8%.

 

  • Metalurgia e aço - Risco muito elevado

 

Mesmo antes do surto de coronavírus, o setor já sentia os efeitos negativos de um decréscimo na procura por parte dos principais setores compradores, resultante da desalavancagem económica da China. Além disso, a guerra comercial com os Estados Unidos teve um impacto negativo no sentimento das empresas. Nos setores metalúrgico e siderúrgico, o excesso de capacidade é um problema importante, com muitas empresas altamente endividadas e com margens muito curtas. Embora, no segundo semestre, os investimentos em infraestruturas possam impulsionar a procura de aço, a procura por parte dos setores automóvel e de construção manter-se-á baixa. A situação de risco de crédito de muitas empresas privadas dos setores metalúrgico e siderúrgico está a deteriorar-se e tanto os incumprimentos como as insolvências vão aumentar nos próximos meses.

 

  • Papel - Risco elevado

 

O desempenho dos produtores de papel vê-se afetado pela queda da procura registada durante o confinamento e pelo atual processo de digitalização. Os segmentos mais afetados são os de papel de impressão e embalagem, enquanto o rendimento do papel para uso doméstico se manteve relativamente estável, já que a maioria das pessoas passou mais tempo em casa. O setor sente os efeitos do excesso de capacidade e de uma concorrência aguerrida. As restrições ambientais adicionais e as mudanças estruturais na procura poderiam dar lugar a uma maior consolidação na indústria.

 

  • Químico e farmacêutico - Risco médio

 

No primeiro semestre de 2020, a deterioração da procura por parte dos principais setores compradores teve um impacto negativo no rendimento do segmento de produtos químicos. As receitas e os lucros diminuíram 11% e 32%, respetivamente. No segundo semestre, prevê-se uma melhoria da situação, com previsão para aumento de 1% no valor acrescentado dos produtos químicos até final de 2020. A curto prazo, as perspetivas para os produtos farmacêuticos são mais positivas, dado que a procura cresceu com o aumento das despesas com a saúde. Estima-se que o valor acrescentado do setor tenha um acréscimo de mais de 4% em 2020. A China passou de nono mercado farmacêutico mundial em 2007 para segundo em 2019. Apesar do grande crescimento registado pelo setor, os fabricantes chineses continuam centrados em produtos de gama baixa, com investimentos reduzidos em I&D e uma distribuição muito fragmentada. 

 

  • Serviços - Risco elevado

 

Devido às amplas medidas de confinamento estabelecidas nos primeiros meses de 2020, muitos segmentos viram-se fortemente afetados, em especial os hotéis, restaurantes, bares, espetáculos, eventos culturais, agências de viagens e operadores turísticos. Desde março, os hotéis e restaurantes estão a reabrir gradualmente e é habitual ver promoções destinadas a atrair clientes. Além disso, a Administração está a promover o turismo local. Dito isto, estima-se que o turismo interno diminua e que o valor acrescentado da hotelaria contraia mais de 30%. As insolvências no setor aumentaram no primeiro semestre e prevê-se um incremento nos próximos meses.

 

  • Têxtil - Risco elevado

 

Ainda em 2019, os produtores já sentiam os impactos do excesso de capacidade instalada e de uma concorrência feroz. Os grossistas e retalhistas do setor têxtil enfrentam mudanças no comportamento dos consumidores e o aumento da concorrência de novos retalhistas online. O seu rendimento deteriorou-se ainda mais devido à queda das vendas durante o confinamento, seguida de uma recuperação modesta no segundo trimestre. Prevê-se que o valor acrescentado do setor têxtil diminua quase 10% em 2020. Dadas as difíceis condições de mercado, nos próximos meses, os incumprimentos e as insolvências vão aumentar. 

 

Sobre a Crédito y Caución

 

Crédito y Caución é uma das marcas líderes em seguro de crédito interno e de exportação em Portugal, com uma quota de mercado de 24%. A Crédito y Caución contribui para o crescimento das empresas, protegendo-as dos riscos de incumprimento associados a vendas a crédito de bens e serviços. A marca Crédito y Caución também está presente em Espanha e no Brasil. No resto do mundo opera como Atradius. Somos um operador global de seguro de crédito presente em mais de 50 países.  A nossa actividade consolida-se no Grupo Catalana Occidente.
 

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