Setores como o automóvel, bens de consumo duradouro, maquinaria e engenharia, metalúrgica e aço, papel, serviços e têxtil apresentam um elevado risco de incumprimento.
O setor vê-se condicionado pelo endurecimento da legislação ambiental e pelos baixos níveis de preços motivados pela elevada pressão dos setores transformador e retalhista. O setor também se vê afetado pelo confinamento que provoca uma falta de trabalhadores temporários estrangeiros. Embora se preveja que o valor acrescentado da agricultura se reduza 5% em 2020, as perspetivas de uma rápida recuperação são boas.
O mercado retalhista de alimentação na Alemanha é o mais competitivo da Europa, com baixos preços devido ao poder de negociação dos principais retalhistas e lojas de desconto. A dura concorrência e as guerras de preços no mercado retalhista indicam que os produtores, transformadores e fornecedores de alimentos têm dificuldades para repercutir os seus custos. Dado que as empresas de produção de alimentos e os retalhistas exigem aos seus fornecedores prazos de pagamento mais amplos para melhorar o seu dinheiro em caixa, espera-se uma onda de prazos de pagamento mais alargados ao longo de toda a cadeia de fornecimento. Prevê-se que o valor acrescentado diminua aproximadamente 1% em 2020.
Os fabricantes e fornecedores de automóveis sofrem uma deterioração global das vendas de veículos de turismo e comerciais, o que provoca graves tensões de liquidez. As margens já estavam sob pressão antes do surto de coronavírus, devido à queda das vendas em 2019 e ao aumento dos investimentos para enfrentar a passagem dos motores de combustão para a mobilidade eletrónica. Prevê-se que o valor acrescentado do setor automóvel se contraia 22% em 2020 e que os atrasos nos pagamento e insolvências aumentem substancialmente nos próximos meses.
A transformação digital representa um grande desafio para o setor, na medida em que a mudança de comportamento dos consumidores está a exercer cada vez maior pressão sobre o comércio retalhista. O consumo privado de bens de consumo não alimentar deteriorou-se devido ao impacto do coronavírus e muitos negócios fecharam temporariamente devido ao confinamento. A deterioração do sentimento dos consumidores e o aumento do desemprego poderiam representar um obstáculo à recuperação a curto prazo. Prevê-se que o valor acrescentado das vendas no retalho diminua 9% em 2020 e que os atrasos nos pagamentos e as insolvências aumentem substancialmente nos próximos meses.
Após dois anos de bom desempenho, as empresas veem-se afetadas por problemas na cadeia de fornecimento, adiamento de projetos e redução do volume de pedidos devido ao impacto do coronavírus e ao posterior confinamento. Despois de um aumento de 4% em 2019, espera-se que o valor acrescentado da construção se reduza em 2% em 2020.
As vendas deterioraram-se devido ao fecho temporário dos negócios pelo confinamento e às interrupções na cadeia de fornecimento que tiveram um impacto negativo adicional. Despois de um crescimento anual de 3% em 2018 e 2019, espera-se que o valor acrescentado tenha uma redução de mais de 2% em 2020.
O setor continua a ser relativamente robusto. No entanto, o aumento dos problemas financeiros das empresas e dos consumidores devido à recessão económica poderia dar lugar a um maior número de incumprimentos dos bancos e a condições de empréstimo mais exigentes.
O setor alemão de maquinaria, que depende em grande medida das exportações, vê-se afetado pela deterioração da procura mundial. Prevê-se uma importante diminuição dos pedidos e da produção em 2020 e nos anos posteriores. A desaceleração começou em 2019 devido ao aumento das disputas comerciais em todo o mundo. Após uma diminuição de 2,5% em 2019, espera-se que o valor acrescentado da engenharia se contraia de novo em 2020, em mais de 5%.
Em 2019, o declínio dos setores automóvel e de máquinas afetou severamente o desempenho de muitos fornecedores de metalurgia, enquanto as exportações foram afetadas por uma moderada procura global. Muitas empresas metalúrgicas sofreram com o aumento dos custos de transporte, mão de obra e energia, pelo excesso de capacidade e pela forte concorrência. A pressão sobre as margens aumentou num setor em que muitas empresas já demonstraram baixa rentabilidade no passado. Em 2020, a situação piorou ainda mais devido à enorme recessão económica desencadeada pela pandemia de coronavírus. Prevê-se que o valor acrescentado da metalurgia diminua 8% em 2020, quase 9% no caso do aço, e os atrasos nos pagamentos e as insolvências aumentem substancialmente nos próximos meses.
Os produtores de papel e o segmento de embalagens vê-se afetados por uma menor procura devido às medidas de confinamento e à digitalização em curso. Prevê-se que o valor acrescentado da indústria do papel tenha uma contração de 1% em 2020, enquanto se espera que o setor das embalagens diminua 4%.
As empresas químicas continuam a ser financeiramente resistentes em comparação com os seus pares noutros setores. Contudo, em 2019 o sector viu-se afetado por um menor crescimento económico mundial, pela crescente concorrência asiática, pelo debate sobre as alterações climáticas e pelo endurecer da legislação ambiental. Os resultados em 2020 serão seriamente afetados pela recessão global e espera-se que o seu valor acrescentado diminua mais de 2%. Quanto ao setor farmacêutico o contexto atual impulsionará o seu valor acrescentado em 2% em 2020.
Devido às amplas medidas de contenção perante o surto de coronavírus, muitos segmentos veem-se seriamente afetados, em especial os hotéis, restaurantes, bares, espetáculos, feiras, aeroportos, autocarros de passageiros, turismo, agências de viagens e os operadores turísticos. Espera -se que o valor acrescentado diminua 4% em 2020.
Os produtores, grossistas e retalhistas têxteis que já sofriam antes do surto de coronavírus devido à concorrência feroz e às margens reduzidas, viram-se afetados pela deterioração das vendas devido ao confinamento. Espera uma amplia reestruturação do mercado. Além disso, o grande segmento dos têxteis técnicos vê-se afetado negativamente pela diminuição da procura no setor automóvel. Espera-se que o valor acrescentado diminua mais de 6% em 2020, depois de se ter contraído já em 2018 e 2019. Os atrasos nos pagamentos e as insolvências vão aumentar substancialmente nos próximos meses.
Sobre a Crédito y Caución
Crédito y Caución é uma das marcas líderes em seguro de crédito interno e de exportação em Portugal, com uma quota de mercado de 26%. A Crédito y Caución contribui para o crescimento das empresas, protegendo-as dos riscos de incumprimento associados a vendas a crédito de bens e serviços. A marca Crédito y Caución também está presente em Espanha e no Brasil. No resto do mundo opera como Atradius. Somos um operador global de seguro de crédito presente em mais de 50 países. A nossa actividade consolida-se no Grupo Catalana Occidente.
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