O risco de crédito na Hungria

Na Hungria, os setores automóvel, construção, consumo duradouro, máquinas, metalurgia, papel, serviços, siderurgia e têxtil apresentam um alto risco de incumprimento.
 

Lisboa - 29-abr-2021

 

 

 

  • Agricultura - Risco médio


No primeiro semestre de 2020, o setor viu-se afetado pelas consequências do confinamento no transporte e na cadeia de fornecimento. Prevê-se que o valor acrescentado do setor aumente 0,5% em 2021, após uma contração estimada de 1,5% em 2020.

 

  • Alimentação - Risco baixo


No primeiro semestre de 2020, o setor sentiu os impactos do confinamento no transporte e na cadeia de fornecimento. Contudo, a procura de alimentos é menos afetada pela pandemia que outros setores e estima-se que o valor acrescentado aumente 3% em 2021, após crescer 1,5% em 2020.

 

  • Automóvel e transporte - Risco muito alto


Calcula-se que o valor acrescentado do setor automóvel tenha diminuído 12,5% em 2020. Os produtores e fornecedores de automóveis sofreram uma deterioração global das vendas de veículos de passageiros e comerciais. Muitos fornecedores estão expostos ao mercado alemão, que já enfrentava uma diminuição da procura antes da pandemia. Enquanto muitas empresas de automóvel registam maiores problemas de liquidez, afirma-se a necessidade de mais investimentos para fazer face à mudança dos motores de combustão para a mobilidade elétrica. No primeiro semestre de 2020, o transporte foi afetado pela diminuição do tráfego e por uma diminuição da procura logística devido ao confinamento. Prevê-se que o valor acrescentado do transporte cresça 7% em 2021m após uma contração estimada de 8% em 2020. O segmento da logística de embalagens registou uma grande procura, enquanto se esperam fortes aumentos dos preços no segmento do transporte aéreo devido à procura de vacinas contra o coronavírus.

 

  • Construção e materiais - Risco alto


Em 2020, as encomendas e a produção no setor da construção foram afetadas pela recessão económica. Em outubro de 2020, a produção foi 16% inferior ao período homólogo de 2019. O rendimento diminuiu em todos os subsetores, no último ano. As margens de exploração são muito ajustadas, com maior risco de crédito entre as empresas de construção de menor dimensão. Contudo, as insolvências ainda não aumentaram, principalmente devido a uma moratória no pagamento de empréstimos para as empresas, introduzida em março de 2020 e recentemente prolongada até julho de 2021. A confiança das empresas voltou a crescer na medida em que a Administração anunciou medidas de apoio à construção e à renovação de habitações. Foi suprimida a subida do IVA para as habitações novas. Prevê-se que o valor acrescentado do setor aumente mais de 3% em 2021, após uma contração de 9% em 2020.

 

  • Consumo duradouro - Risco alto


Em 2020, o consumo privado de bens de consumo não alimentar deteriorou-se devido ao impacto do coronavírus, com muitos negócios a fechar temporariamente durante o confinamento. Contudo, as vendas na Black Friday e durante a quadra natalícia foram robustas. Prevê-se que o valor acrescentado do setor cresça 2,5% em 2021, após uma contração estimada de 4,5% em 2020. No quarto trimestre de 2020, o número de insolvências no comércio retalhista foi baixo e não se prevê um forte aumento em 2021. No entanto, as repercussões da segunda vaga da pandemia continuam a ser um importante risco de baixa.

 

  • Eletrónica e TIC - Risco médio


As vendas diminuíram no primeiro semestre de 2020 devido ao encerramento temporário de empresas com o confinamento. Contudo, as despesas das empresas e dos consumidores em bens e serviços digitais aumentaram devido ao aumento do teletrabalho. As vendas de bens TIC dispararam no quarto trimestre de 2020 e prevê-se que o valor acrescentado aumente 5,5% em 2021.

 

  • Financeiro - Risco médio


O setor mantém-se relativamente sólido. As taxas de juros na economia húngara vão manter-se baixas já que a política monetária do Banco Central apoia o crescimento do crédito. Os empréstimos ao setor privado vão estar impulsionados pela procura das empresas manufatureiras e pelas hipotecas para habitação.

 

  • Maquinaria e engenharia - Risco alto


Em 2020, os investimentos das empresas manufatureiras em máquinas e artigos relacionados deterioraram-se fortemente, tanto na Hungria como no resto da União Europeia. Estima-se que o valor acrescentado do setor tenha contraído 8% em 2020, seguido de uma recuperação de cerca de 4% em 2021. Não se espera um aumento substancial das insolvências no primeiro semestre de 2021, principalmente devido a uma moratória no pagamento de empréstimos para as empresas.

 

  • Metalurgia - Risco alto


Em 2020, os produtores de metais foram afetados pela deterioração da procura junto dos setores compradores chave, como o automóvel, construção e máquinas.  Estima-se que o valor acrescentado do setor tenha contraído 18% em 2020. Apesar das ajudas fiscais, a situação continua complicada para os produtores de metais que já tinham problemas de liquidez antes da pandemia. Os problemas derivam da falta de solidez financeira ou da capacidade de inovação necessária para se adaptarem às mudança na procura.

 

  • Papel - Risco alto


Os produtores de papel são afetados pela diminuição da procura devido às medidas de distanciamento social e à digitalização. Embora a procura de artigos de papelaria tenha aumentado, prevê-se uma descida constante na procura devido ao processo de digitalização. 

 

  • Químico e farmacêutico - Risco baixo


As empresas químicas e farmacêuticas apresentam, em geral, uma situação financeira sólida, um bom histórico de pagamentos e um baixo índice de insolvências, em comparação com outros setores. As empresas químicas foram afetadas por uma diminuição na procura por parte das principais indústrias compradoras e embora se registe uma recuperação, os resultados de 2021 vão continuar abaixo dos níveis observados antes da pandemia. Prevê-se que o valor acrescentado dos produtos químicos aumente 6% em 2021, após uma descida estimada de 5% em 2020. O valor acrescentado dos produtos farmacêuticos crescerá 4,5% em 2021 devido ao aumento das despesas com a saúde. 

 

  • Serviços - Risco muito alto


Devido às amplas medidas de distanciamento social e à pandemia, muitos segmentos foram fortemente afetados, em especial a hotelaria, restaurantes, bares, espetáculos, eventos culturais, agências de viagem e operadores turísticos. Calcula-se que as chegadas de turistas tenham diminuído 55% em 2020 face ao ano anterior. O valor acrescentado da hotelaria diminuiu quase 9% em 2020. Ainda não se materializou um forte aumento das insolvências nos segmentos de serviços mais afetados, principalmente devido à moratória no pagamentos dos empréstimos das empresas.

 

  • Siderurgia - Risco alto


Em 2020, os produtores e comerciantes de aço foram afetados pela deterioração da procura dos principais setores compradores, como o automóvel, construção e máquinas. Estima-se que o valor acrescentado do setor tenha contraído mais de 22% no ano passado face ao período homólogo. Embora a procura tenha aumentado desde o quarto trimestre de 2020, não é esperada uma recuperação dos níveis pré-pandemia em 2021.

 

  • Têxtil - Risco alto


Antes da pandemia, os produtores, grossistas e retalhistas do setor já eram afetados pela forte concorrência, margens reduzidas, diminuição das vendas, mudanças no comportamento dos consumidores e aumento da concorrência de novos retalhistas online. Os resultados deterioraram-se ainda mais durante os confinamentos, com a quebra das vendas. Estima-se que o valor acrescentado do setor tenha caído 5,5% em 2020, com uma modesta recuperação de 1% prevista para 2021. No entanto, ainda não se verificou um aumento substancial das insolvências devido à moratória no reembolso de empréstimos para as empresas, o que ajudou a manter alguma liquidez. 

 

Sobre a Crédito y Caución


A Crédito y Caución é uma das marcas líderes em seguro de crédito interno e de exportação em Portugal, com uma quota de mercado de 24%. A Crédito y Caución contribui para o crescimento das empresas, protegendo-as dos riscos de incumprimento associados a vendas a crédito de bens e serviços. A marca Crédito y Caución também está presente em Espanha e no Brasil. No resto do mundo opera como Atradius. Somos um operador global de seguro de crédito presente em mais de 50 países.  A nossa atividade consolida-se no Grupo Catalana Occidente.
 

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