O crédito comercial vai crescer nos próximos 12 meses

Actualmente os seguros de crédito cobrem 1.800 Milhões de Euros do comércio em todo o mundo, cifra que supera em cerca de 10 vezes o PIB Português. Em 2009 esse montante apenas diminuiu 10%.

Madrid - 14-jun-2010

O recurso ao crédito comercial irá aumentar no  segundo semestre de 2010, sobretudo como  ferramenta de retenção de clientes. Esta é uma das  principais conclusões do Livro Branco sobre o futuro  do crédito comercial elaborado pelo Grupo Atradius,  que opera em Portugal através da Crédito y Caución.  `Há uma forte convicção que a utilização do crédito  comercial irá crescer nos próximos 12 meses,  sobretudo como ferramenta de retenção dos clientes  fidelizados e regeneração dos mercados debilitados.  Dito isto, há ainda um número considerável de empresas que prevê uma retração no recurso ao  crédito, devido ao risco de incumprimento e à  pressão no cash-flow dos fornecedores´, adianta o  Livro Branco.

Para o acesso ao estudo em inglês, clique sobre a imagen.

O estudo apresentado pela Crédito y Caución  detalha a contribuição do crédito comercial para  criação de valor: para o vendedor é uma vantagem  competitiva por poder oferecer prazos de pagamento  atractivos, sendo um meio para construir relações  duraradouras com os bons clientes; para o B comprador pressupõe uma perspectiva de  crescimento sem o impedimento de pagamento  imediato, uma redução das suas necessidades de  capital, uma melhoria do seu cash-flow e a oportunidade de incorporar o seu valor e vender antes mesmo que se vença o prazo de pagamento.

As desvantagens centram-se nos riscos de atraso dos pagamentos e nas dívidas para o vendedor, e no caso do comprador os encargos pelo atraso e a má notação de crédito e de reputação que poderão marcar as relações comerciais futuras.

Segundo o Livro Branco, o bom funcionamento do crédito comercial requer, em qualquer momento do ciclo, confiança, honestidade e transparência entre todas as partes, uma razoável gestão de crédito, dispersão para não depender de um só cliente, e flexibilidade em relação à conjuntura variável. `Todos estes elementos foram rigorosamente comprovados. A maioria das empresas que os mantiveram sobreviveram e sairam fortalecidas. As empresas que mais sofreram foram as que se recusaram admitir que os riscos comerciais aumentavam e podiam manter uma tendência já insustentável´, afirma o estudo.

Os dados analisados no estudo pelas duas grandes Associações Internacionais do sector confirmam que o seguro de crédito em 2009 representou um dos principais pilares da necessidade de confiança entre as partes. Segundo a Associação Internacional de Seguradoras da Crédito y Caución [Icisa], os seguros de crédito asseguram na actualidade 1.800 Milhões de Euros do comércio em todo o mundo, um montante que supera em cerca de 10 vezes o PIB Português. Em 2009 esse valor foi apenas 10% inferior ao de 2008, reflectindo a quebra do comércio mundial. Os dados da União de Berna, confirmam que as coberturas assumidas pelos seus membros em 2009 situaram-se no segundo nível mais alto dos seus 75 anos de história.

De acordo com as conclusões do estudo, os sistemas introduzidos pelos poderes políticos em 2009 para complementar as linhas de cobertura adicional das análises técnicas das seguradoras de crédito tiveram um uso inferior a 5% em Portugal, nos Países Baixos, Bélgica, Alemanha, Reino Unido, Suécia, Canadá, Singapura. Apenas em França e na Dinamarca tiveram um uso mais intensivo.

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