A melhoria das insolvências enfraquece

Os níveis de insolvência irão encerrar 2015 acima dos níveis anteriores à crise em Portugal [298%] e na zona euro [75%].

Madrid - 08-set-2015

O prognóstico de melhoria das insolvências em 2015 enfraqueceu. De acordo com as últimas previsões divulgadas pela Crédito y Caución, a redução do número global de insolvências no mundo no final de 2015 irá situar-se nos 7%, abaixo dos 10% previstos na primavera. A boa evolução das insolvências em vários países tem sido mais pobre do que o previsto inicialmente.

Na zona euro, as condições de insolvência melhoraram, impulsionadas pelo crescimento económico e pela melhoria das condições de crédito. No entanto, as previsões de muitos mercados foram revistas em baixa, num clima empresarial ainda complicado.

Em maio, parecia que o fortalecimento da recuperação económica iria facilitar finalmente um melhor funcionamento das empresas francesas e gregas. As previsões da primavera para 2015 apontavam uma redução de 2% no número de falências em França e, pela primeira vez desde 2007, uma estabilização das insolvências na Grécia. Apesar do rendimento económico sólido durante o primeiro trimestre em França, o número de insolvências aumentou durante o decorrer do ano. Na Grécia, o acentuar da crise da dívida aumentou a incerteza, principalmente no que diz respeito ao programa de resgate, que novamente debilitou o clima empresarial. Prevê-se um aumento do número de falências empresariais de 9% em 2015 e de 6% adicionais em 2016.

De acordo com as previsões divulgadas pela Crédito y Caución, os níveis de insolvência da zona euro irão encerrar 2015, 75% acima dos níveis prévios à crise. A melhoria prevista para o próximo ano civil será muito suave, pelo que no final de 2016 a diferença com os níveis anteriores à crise, só será reduzida até 67%. Esta situação não é semelhante em todos os países da zona euro. A Alemanha, tal como os Estados Unidos e o Japão, irá fechar 2015 com níveis de insolvência abaixo dos que apresentava em 2007. Porém, estes níveis continuam a ser superiores aos de 2007 em Portugal [298%], França [27%], Itália [163%], Espanha [193%] ou Grécia [405%].

Fora da zona euro, observam-se outros prognósticos menos positivos, especialmente na Suíça e na Austrália. As empresas suíças viram-se afetadas pela subida do franco suíço, que resultou da rutura do teto da moeda face ao euro, o que inflacionou as exportações do país. Espera-se um aumento das insolvências empresariais de 12% face à estabilidade prevista na primavera. A Austrália, cuja economia se encontra estreitamente ligada com a Ásia, dependendo das exportações de matérias-primas, irá registar um aumento de 2% nas suas insolvências, em comparação com a descida de 9% prevista anteriormente.

Os preços baixos das matérias-primas serão o principal motivo do aumento das falências empresariais no Canadá e na Noruega durante este ano e o próximo. O Canadá, o quarto maior exportador de petróleo do mundo, entrou em recessão durante a primeira metade de 2015, devido principalmente à redução do investimento no setor energético. A Noruega, cuja economia está a ser prejudicada pela grande quantidade de empresas dedicadas ao setor do petróleo e do gás, encontra-se a reduzir os planos de investimento e a suspender os projetos existentes. O ambiente empresarial de ambos os países pode registar uma melhoria gradual graças ao aumento dos preços do petróleo em 2016, mas ainda se espera que agrave um pouco mais em 2015: -1% no Canadá e -4% na Noruega.

 

Sobre a Crédito y Caución

A Crédito y Caución  é um dos operadores líderes em seguro de crédito interno e de exportação em Portugal, com uma quota de mercado de 25%. A Crédito y Caución contribui para o crescimento das empresas, há mais de 85 anos, protegendo-as dos riscos associados às vendas a crédito de bens e serviços. Desde 2008 é o operador do Atradius em Portugal, Espanha e Brasil.

Atradius é o operador global de seguros de crédito, presente em 50 países, que tem acesso a informação de crédito em mais de 200 milhões de empresas em todo o mundo. O operador global consolida a sua actividade no âmbito do Grupo Catalana Occidente.

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