Estados Unidos com maior solidez financeira

Os Estados Unidos são um mercado a ter em conta para as empresas portuguesas em 2015, devido à solidez da despesa privada, à força do dólar e à diminuição das insolvências.

Madrid - 22-mai-2015

O número de insolvências empresariais nos Estados Unidos tem vindo a reduzir gradualmente ano após ano. Se 2008 e 2009 revelaram aumentos de mais de 40%, 2014 evidencia um decréscimo das falências registadas em 19%. A Crédito y Caución prevê que esta tendência se mantenha em 2015, impulsionada pela continuação da recuperação económica norte-americana: após crescer 2,4% em 2014, as previsões para a economia norte-americana apontam para um aumento de 3% em 2015, impulsionado pela solidez da despesa privada, pelo aumento do investimento e pelas exportações líquidas.

Os Estados Unidos são um mercado a ter muito em conta para as empresas portuguesas. Não só porque melhora o ambiente de insolvência e morosidade, mas pelo facto da confiança dos consumidores ter aumentado consideravelmente até alcançar o seu nível máximo desde julho de 2007. O consumo privado aumentou 2,5% em 2014 e em 2015 espera-se um crescimento sólido de 3,5%.

A riqueza dos consumidores viu-se estimulada pelo aumento dos preços das habitações, cujo colapso foi um dos fatores impulsionadores da crise financeira de 2008. Os preços começaram a cair em 2006 e estabilizaram em 2009, ainda que a sua recuperação não tenha chegado até inícios de 2012 e tenha prosseguido durante 2014. A venda de habitações ainda beneficia de preços mais reduzidos em muitas zonas, e de taxas de juro hipotecárias baixas. A taxa de desemprego diminuiu até os 6,2% em 2014 e prevê-se que continue a baixar até os 5,5% em 2015, outro fator importante que estimula a confiança e os gastos dos consumidores.

As previsões indicam que a produção industrial irá continuar a crescer, após ter recuperado entre 2010 e 2013 e ter alcançado uma taxa de crescimento sólida de 4,2% em 2014. Apesar da Reserva Federal ter decidido, por enquanto, manter a taxa de juro de referência a um nível baixo, espera-se que este ano, possivelmente em junho, a instituição eleve a reduzida taxa de juro atual de 0,25%, uma vez que houve o aceleramento da recuperação económica do país. Estima-se que as empresas norte-americanas continuem a beneficiar de custos de financiamento baixos, visto que, com a inflação a um nível baixo e o valor do dólar a aumentar, a Reserva Federal será prudente na subida das taxas.

As exportações norte-americanas diminuíram no final de 2014, em parte devido à força crescente do dólar que prejudica a competitividade internacional dos seus exportadores. Se esta situação se mantiver, os níveis de lucro das empresas exportadoras do país podem ver-se ainda mais reduzidos e a competitividade das empresas portuguesas pode melhorar devido aos efeitos das taxas de câmbio.

Como consequência da crise financeira de 2008, tanto a dívida pública como o défice orçamental registaram um sensível aumento entre 2009 e 2011. Após ter alcançado os 4,1% do PIB em 2014, espera-se que o défice orçamental diminua até os 3,8% do PIB em 2015. Não obstante, a dívida pública mantem-se em níveis elevados, nos 120%, e o desencontro político em torno das finanças públicas continua a ser um risco para as perspetivas económicas do país a médio e a longo-prazo. O conflito no Congresso entre Republicanos e Democratas no que se refere às políticas governamentais e ao orçamento fiscal provocou o encerramento temporário do Governo no outono de 2013. O Congresso ainda não alcançou uma solução a longo-prazo, e a recusa em fazer concessões constitui um obstáculo para atingir a consolidação orçamental.

 

Sobre a Crédito y Caución

A Crédito y Caución  é um dos operadores líderes em seguro de crédito interno e de exportação em Portugal, com uma quota de mercado de 23%. A Crédito y Caución contribui para o crescimento das empresas, há mais de 85 anos, protegendo-as dos riscos associados às vendas a crédito de bens e serviços. Desde 2008 é o operador do Atradius em Portugal, Espanha e Brasil.

Atradius é o operador global de seguros de crédito, presente em 50 países, que tem acesso a informação de crédito em mais de 100 milhões de empresas em todo o mundo. O operador global consolida a sua actividade no âmbito do Grupo Catalana Occidente.

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