A desvalorização do euro pressiona o Reino Unido

O crescimento britânico contribuiu para a valorização da libra, uma tendência que se intensificou devido ao fraco crescimento e à política monetária expansiva da zona euro.

Madrid - 16-abr-2015

A desvalorização do euro, que tem como objetivo favorecer o crescimento económico e a inflação da zona euro, tornou-se numa fonte de pressão para para a economia do Reino Unido. Aparentemente, a economia britânica apresenta um sólido desempenho: em 2014 cresceu 2,6%, a maior taxa do G7, e reduziu o desemprego até aos 5,7%, um nível equivalente a 2008. Mas, para preservar este robusto crescimento económico, baseado em grande medida no consumo interno e no desequilíbrio da balança comercial, a Grã-Bretanha quer melhorar a sua produtividade e as suas exportações.

Ainda há um longo caminho a percorrer para reequilibrar a economia britânica. O Reino Unido continua a ser um importador e a situação complexa da zona euro, o sócio comercial mais importante do Reino Unido, contribuiu para o aumento do défice comercial até 34.800 milhões de libras esterlinas em 2014. A valorização constante da libra face ao euro, que alcançou em março o seu nível mais elevado desde 2007, prejudica as empresas que dependem da exportação, uma vez que encarece os seus produtos e pressiona as suas margens de lucro. O preço das importações europeias também diminuiu, o que prejudica os fabricantes nacionais. Os lares britânicos veem crescer o seu poder de compra face aos produtos originários da zona euro, o que provavelmente aumentará as importações e exercerá ainda mais pressão sobre a balança comercial.

Num clima de baixo crescimento da zona euro, é provável que o euro continue a sua desvalorização face à libra. O Banco de Inglaterra prevê que a economia britânica cresça 2,9% em 2015, a maior taxa de crescimento em quase dez anos. A descida do preço do petróleo, o baixo nível de inflação e o aumento dos salários está a injetar mais dinheiro nos bolsos dos consumidores e das empresas, o que exerce uma pressão adicional sobre a libra.

Nesta conjuntura, como pode a economia britânica melhorar as suas vendas para o exterior? Os problemas que levanta a desvalorização da moeda única ultrapassam a zona euro, pois países europeus como a Bulgária, a Dinamarca ou vários países do centro e oeste de África vinculam as suas moedas ao euro como medida de segurança face às flutuações das taxas de câmbio. Também a Suíça, que recebe 7% das exportações do Reino Unido, ou a Suécia, ajustaram as suas políticas monetárias para minorar o efeito da queda do euro. As moedas destes países perdem valor face à libra, o que gera a mesma problemática para as companhias britânicas que a zona euro.

Para aumentar as suas exportações, o tecido empresarial britânico encontra-se obrigado a fixar-se em mercados emergentes de rápido crescimento para assentar as bases de uma recuperação sustentável, reequilibrada e impulsionada pelas exportações. A taxa de crescimento das exportações para os mercados emergentes já superou a da zona euro. Desde 2007, a quota de exportações britânicas para a zona euro caiu de 51% para 42%, enquanto as exportações para o Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul aumentaram de 6% para 9%.

No entanto, ainda há um longo caminho por percorrer. A China é o único mercado emergente entre os dez destinos principais da exportação britânica e as perspetivas de exportação para este país estão a diminuir, já que o seu crescimento está a abrandar. Para além dos Estados Unidos, os principais mercados britânicos encontram-se na Europa Ocidental. O aumento do comércio com novos mercados irá oferecer à economia britânica uma proteção natural para as suas empresas, diversificando os riscos de câmbio.

 

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