A zona euro registará em 2015 mais 70% de insolvências do que em 2007

Os dados divulgados pela Crédito y Caución assinalam a complexidade do ambiente em Portugal, Espanha, Itália e Grécia.

Madrid - 26-mar-2015

A modesta recuperação económica de 2014 e 2015 teve um impacto limitado sobre o nível das insolvências na zona euro, historicamente elevado. A Crédito y Caución prevê que o número de falências em 2015 caia à volta de 7%. Esta evolução, que não será homogénea, manterá os níveis de insolvência 70% acima do que em 2007 num ambiente onde o consumo continua a mostrar muita prudência, o investimento é ainda baixo e os bancos mantêm critérios muito estritos que dificultam às empresas o refinanciamento e a expansão do seu negócio.

Os países periféricos da zona euro, Portugal, Espanha e Itália em particular, enfrentam um clima de insolvência difícil em 2015, já que as previsões indicam que o número de falências será quase três vezes maior que em 2007. As insolvências em Itália, onde a economia se debate para sair da recessão, aumentaram mais 10%. Em Espanha e Portugal estima-se que diminuam 20% e 11% em 2015, no entanto existe ainda um longo caminho a percorrer para voltar aos níveis de normalidade anteriores à crise, num clima marcado por um excesso de capacidade e pela inatividade da economia.

A incerteza domina as perspetivas para a zona euro, devido ao facto da deflação poder instalar-se e prejudicar a fraca recuperação económica. Adicionalmente é possível que a política monetária expansiva do Banco Central Europeu não seja eficaz para estimular a economia real e que, ao mesmo tempo, o elevado endividamento dos lares e das empresas detenha o crescimento económico.

Nos Estados Unidos, graças à sólida recuperação económica, espera-se uma redução de 16% nos níveis de insolvência em 2015, encandeando o sexto ano de redução das falências. Na primeira economia do mundo, o número de falências será 20% menor que em 2007. As empresas norte americanas irão continuar a beneficiar de custos de financiamento baixos. No entanto, as empresas exportadoras podem ser afetadas por um dólar mais caro e reduzir as suas margens de lucro.

Além disso, espera-se que diminua o número de insolvências noutros mercados avançados, como o Japão, a Nova Zelândia e a Austrália. Na Europa Ocidental, a maioria dos países que não pertencem à zona euro podem prever uma redução das insolvências, especialmente a Dinamarca e o Reino Unido.

O único país no qual se prevê um aumento das falências é a Noruega, cerca de 6% em 2015. A sua economia e muitas das suas empresas estão a ser prejudicadas pela descida do preço internacional do petróleo. É esperado que o número total de insolvências na Noruega seja 61% maior em 2015 do que em 2007.

 

Sobre a Crédito y Caución

A Crédito y Caución  é um dos operadores líderes em seguro de crédito interno e de exportação em Portugal, com uma quota de mercado de 23%. A Crédito y Caución contribui para o crescimento das empresas, há mais de 85 anos, protegendo-as dos riscos associados às vendas a crédito de bens e serviços. Desde 2008 é o operador do Atradius em Portugal, Espanha e Brasil.

Atradius é o operador global de seguros de crédito, presente em 50 países, que tem acesso a informação de crédito em mais de 100 milhões de empresas em todo o mundo. O operador global consolida a sua actividade no âmbito do Grupo Catalana Occidente.

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