O risco de não pagamento em Itália irá agravar-se em 2015

Após três anos de contração, prevê-se que o PIB de Itália volte a crescer em 2015, cerca de 0,5%, mas mantendo fragilidades estruturais significativas.

Madrid - 24-mar-2015

Após três anos de contração, prevê-se que o PIB de Itália volte a crescer em 2015, cerca de 0,5%. Espera-se que a procura interna estabilize, graças a uma subida dos investimentos e ao consumo dos lares, ainda que o desemprego se mantenha em níveis altos, acima dos 13%. A recuperação de Itália é uma informação relevante para o tecido empresarial português. A Itália representa o oitavo mercado de exportação portuguesa.

Ainda que a mudança de sinal no crescimento devesse melhorar as oportunidades para as empresas portuguesas, o clima de negociação em Itália continua a ser muito complexo. O risco de não pagamento irá agravar-se em Itália em 2015. Desde 2008, o número de insolvências de empresas aumentou drasticamente. Espera-se que as insolvências aumentem novamente 10% em 2015, afetando principalmente os setores já atingidos: construção, engenharia civil, metais, assim como venda por grosso e a retalho de mobiliário, eletrodomésticos, confeção e calçado. Os problemas de liquidez acentuam-se pelo facto de se manter o mau desempenho de pagamentos, principalmente no setor público. Além disso, as empresas italianas, em comparação com outros países da Europa Ocidental, mostram uma alavancagem média mais elevada, sobretudo a curto-prazo.

A forte dependência de financiamento bancário das empresas italianas está a revelar-se uma fragilidade estrutural importante, sendo que o setor bancário italiano continua muito vulnerável. Desde 2009, os créditos de cobrança duvidosa aumentaram dramaticamente, refletindo a tensão do setor bancário. O volume de empréstimos ao setor privado continua a contrair-se devido aos rigorosos critérios para obter crédito e aos elevados custos de financiamento. A concessão de empréstimos a pequenas empresas, particularmente, continua a ser limitada. Muitas empresas sofrem com as rigorosas políticas de crédito atuais dos bancos, e é esperado que esta situação se mantenha em 2015.

A dívida pública também se mantém em níveis muito elevados. O défice orçamental encontra-se abaixo dos 3% do PIB desde 2012. Apesar desta consolidação fiscal, o rácio de dívida pública irá alcançar os 135% em 2015. Para conseguir uma redução, Itália requer uma taxa de crescimento do PIB de 3%. O desafio de Itália consiste em alcançar este nível alto de crescimento real, sem deixar de lado a consolidação fiscal num ambiente de baixa inflação.

A Itália perdeu cerca de 20% da sua participação nos mercados de exportação nos últimos anos, especialmente nos mercados europeus, ainda que tenha conservado a sua posição de liderança nos setores da moda, confeção e indústria têxtil. Esta perda de quota de mercado deriva da evolução da taxa de câmbio efetiva real, que avalia a competitividade internacional de um país segundo a variação de custos e preços. A posição competitiva de Itália face a outros países do Sul da Europa, que implementaram mais reformas para reduzir os custos unitários de trabalho, agravou-se em 2013 e 2014. Contudo, prevê-se que a Itália melhore a competitividade dos seus custos unitários de trabalho em 2015, num contexto de crescimento salarial limitado, e que as exportações aumentem 2,1%.

Em dezembro de 2014, a Administração Italiana aprovou com êxito um projeto de lei que autoriza o governo a proceder a mudanças no mercado de trabalho sem ter que passar pelo Parlamento para a sua aprovação final. Ainda que até agora não se tenha finalizado nenhum plano, tem havido encontros com os sindicatos e partidos da oposição. Adicionalmente, as iniciativas legais para melhorar a eficácia judicial, introduzir uma maior desregulação e conter as formalidades burocráticas, têm sido até agora limitadas.

 

Sobre a Crédito y Caución

A Crédito y Caución  é um dos operadores líderes em seguro de crédito interno e de exportação em Portugal, com uma quota de mercado de 23%. A Crédito y Caución contribui para o crescimento das empresas, há mais de 85 anos, protegendo-as dos riscos associados às vendas a crédito de bens e serviços. Desde 2008 é o operador do Atradius em Portugal, Espanha e Brasil.

Atradius é o operador global de seguros de crédito, presente em 50 países, que tem acesso a informação de crédito em mais de 100 milhões de empresas em todo o mundo. O operador global consolida a sua actividade no âmbito do Grupo Catalana Occidente

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