A depreciação do euro impulsionará a recuperação portuguesa em 2015

Um euro mais barato beneficiará a exportação nacional fora da zona euro e impulsionará o crescimento económico.

Madrid - 29-jan-2015

O euro perdeu 15% do seu valor face ao dólar americano desde o passado mês de maio. No último mês, o valor do euro caiu rapidamente e, de acordo com as previsões da Crédito y Caución, poderá continuar a decrescer ao longo do ano.

A queda do euro deve-se à fragilidade económica prolongada da zona euro, à descida da inflação e às medidas tomadas pelo Banco Central Europeu, como a descida das taxas de juro a longo prazo, que leva os investidores a procurar um maior rendimento fora da zona euro. Ao mesmo tempo, o valor do dólar americano está a aumentar, graças ao fortalecimento da sua economia e ao aumento das taxas de juros esperadas para meados de 2015 por parte da Reserva Federal dos Estados Unidos.

O Banco Central Europeu duplicará os seus esforços mediante um programa de expansão quantitativa, que consiste na compra de dívida pública. A antecipação desta política já reduziu o rendimento das obrigações do Estado. O Banco Central Europeu considera que a depreciação do euro é um efeito positivo.

A desvalorização do euro irá melhorar a competitividade internacional de Portugal e dos restantes Estados-Membros, ao reduzir os preços dos produtos de exportação nas moedas estrangeiras, o qual deverá impulsionar as exportações fora da zona euro e beneficiar o seu crescimento económico global. Adicionalmente, elevará os preços de importação dos produtos e serviços dos países não pertencentes à moeda única, pelo que também aumentará a competitividade das empresas da região nos seus próprios mercados.

Além disso, o aumento dos preços de importação irá aumentar a taxa de inflação. Em dezembro de 2014, a zona euro registou uma deflação de 0,2% em termos anualizados. Uma taxa de inflação mais alta ajudaria à recuperação económica, ao reduzir a carga real das dívidas pública e privada.

No entanto, as empresas importadoras de produtos de fora da zona euro para venda nos mercados do euro ficam a perder, já que a sua base de custos irá aumentar desproporcionalmente com os preços de venda. As empresas da zona euro, as famílias e os governos que adquiriram empréstimos de moeda estrangeira também enfrentarão um aumento do valor da sua dívida em euros. No geral, a queda do euro deverá servir como ajuda para o crescimento económico da zona euro.

A depreciação do euro não altera a opinião inabalável sobre as suas vantagens a longo prazo como moeda comum. Todos os membros da União Europeia estão obrigados por tratado a aderir um dia à zona euro, exceto o Reino Unido e a Dinamarca. Em plena desvalorização, no dia 1 de janeiro, a Lituânia tornou-se no 19º país a adotar o euro, com um forte apoio à introdução da moeda.

A adoção da moeda única aumentou o atrativo da Lituânia como destino de investimento estrangeiro direto. No caso da vizinha Estónia, incorporada em 2014, este parâmetro duplicou num ano, desde a adoção do euro. Além disso, é previsível que as taxas de juro aplicáveis aos empréstimos a empresas, famílias e ao governo caiam à medida que possam ter acesso a um mercado maior e mais líquido.

É um claro sinal de força que, mesmo durante os anos de agitação económica, os países estejam cada vez mais dispostos a unir-se ao euro. A adesão da Lituânia demonstra mais uma vez que a moeda única beneficia os seus Estados-Membros e que a confiança no futuro da moeda se mantem alta. Este fator deve reforçar a posição internacional do euro como uma das moedas mais importantes do mundo.

 

Sobre a Crédito y Caución

A Crédito y Caución  é um dos operadores líderes em seguro de crédito interno e de exportação em Portugal, com uma quota de mercado de 23%. A Crédito y Caución contribui para o crescimento das empresas, há mais de 85 anos, protegendo-as dos riscos associados às vendas a crédito de bens e serviços. Desde 2008 é o operador do Atradius em Portugal, Espanha e Brasil.

Atradius é o operador global de seguros de crédito, presente em 50 países, que tem acesso a informação de crédito em mais de 100 milhões de empresas em todo o mundo. O operador global consolida a sua actividade no âmbito do Grupo Catalana Occidente.

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