Risco de Deflação na Zona Euro

Estudo divulgado pela Crédito y Caución prevê que as tensões da queda da inflação na zona euro se prolonguem nos próximos cinco anos.

Madrid - 26-nov-2014

A zona euro enfrenta um `risco grande´ de atravessar um `período prolongado de uma inflação em baixa ou de uma ligeira deflação´. É esta a conclusão do último estudo divulgado pela Crédito y Caución, `Risco de deflação na zona euro´, que analisa as causas da atual evolução da inflação destes mercados, localizando-se muito abaixo dos 2% definidos como objetivo pelo Banco Central Europeu.

A zona euro começa a recuperar: a procura interna está mais forte, a atividade aumentou e é provável que as empresas retomem o investimento, reforçando a contratação de trabalhadores, o consumo e o crescimento. No entanto, a recuperação não é forte. Os diferenciais de produto e as taxas de desemprego continuam muito altas e o fluxo do crédito ainda é ténue. Neste ambiente, segundo as conclusões do estudo, `o cenário mais provável é uma baixa persistente da inflação´, que, em determinadas circunstâncias, poderá `conduzir à deflação´.

Desde 2011, `a fraca inflação teve um impacto sobre todos os mercados da zona euro, centrais e periféricos´. Porquê? O estudo recorda que existe uma certa controvérsia sobre se a inflação moderada ou a deflação são realmente prejudiciais para a economia ou apenas um subproduto dos ajustes necessários. `A deflação impulsionada pela inovação tecnológica e o crescimento da produtividade é boa para a economia, enquanto a deflação impulsionada por um ambiente económico débil é prejudicial´, explica o relatório. Nesse sentido, o estudo considera que a introdução de importantes reformas estruturais pode explicar a evolução de preços em Portugal, Espanha, ou Grécia, mas não em França, nos Países Baixos ou em Itália. Nesses países e noutros casos, a debilidade económica é a explicação. O diferencial de produto, que marca as diferenças entre o PIB potencial e o real, é `uma boa medida da folga da economia e, para todos os países da zona euro, exceto para a Alemanha e para Malta, onde o diferencial continua a ser considerável´.

Ranking de Vulnerabilidade

Nos termos das previsões de crescimento económico marginal e atendendo à necessidade de aprofundar as reformas estruturais e fiscais, o estudo divulgado pela Crédito y Caución, um dos operadores líderes em seguro de crédito interno e de exportação em Portugal, prevê que as tensões em baixa relativamente à evolução de preços, se prolonguem durante os próximos cinco anos.

Quais os países mais propensos a serem afetados? Para estabelecer uma lista de países mais vulneráveis, o estudo selecionou primeiro os mercados da zona euro que apresentavam um défice orçamental superior a 3% que, no âmbito da União Europeia, exigiam a implementação de novas reformas fiscais e estruturais. Além disso, teve em conta as estimativas do diferencial do produto destes mercados. Considerando ambas as variáveis, o estudo estabeleceu uma lista de oitos países da zona euro onde as tensões de deflação serão maiores. Espanha encontra-se no topo da lista, seguida de Portugal.

 

Sobre a Crédito y Caución

A Crédito y Caución  é um dos operadores líderes em seguro de crédito interno e de exportação em Portugal, com uma quota de mercado de 23%. A Crédito y Caución contribui para o crescimento das empresas, há mais de 85 anos, protegendo-as dos riscos associados às vendas a crédito de bens e serviços. Desde 2008 é o operador do Atradius em Portugal, Espanha e Brasil.

Atradius é o operador global de seguros de crédito, presente em 50 países, que tem acesso a informação de crédito em mais de 100 milhões de empresas em todo o mundo. O operador global consolida a sua actividade no âmbito do Grupo Catalana Occidente.

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