Economia australiana encontra-se numa fase de transição

Apesar da volatilidade da economia mundial, o comportamento económico da Austrália tem sido claramente bom nos últimos anos, em comparação com outros países avançados.

Madrid - 17-set-2014

O comportamento da economia Australiana tem sido particularmente bom nos últimos anos, quando comparado com a maioria dos países avançados e apesar da volatilidade da economia mundial. Este fato deve-se, principalmente, à retoma do investimento na mineração, impulsionada por uma elevada procura, especialmente por parte da China. Não obstante, em 2013 o crescimento do PIB abrandou, alcançando os 2,4%, situando-se abaixo dos 3,6% alcançados em 2012, tendo em conta um declínio do investimento, uma quebra do crescimento das despesas no consumo e um dólar australiano forte.

A Crédito y Caución prevê que o investimento no setor mineiro diminua ainda mais entre 2014 e 2016, à medida que se concretizem os grandes projetos de gás natural liquefeito [GNL]. Em contrapartida, 2014 regista um aumento nas despesas de consumo e de habitação e uma recuperação modesta de investimentos em setores não mineiros. O primeiro trimestre de 2014 foi marcado por um aumento pronunciado das exportações australianas. O Banco da Reserva da Austrália tem mantido desde agosto de 2013 a sua taxa de juro de referência nos 2,5%, um nível baixo nunca antes visto, com o propósito de incentivar o crescimento económico, principalmente nos setores alheios à mineração. A Crédito y Caución prevê que o crescimento do PIB aumente até atingir os 2,9% este ano e os 2,6% em 2015.

A economia australiana encontra-se numa fase de transição: ao mesmo tempo que se observa uma quebra de investimentos no setor mineiro, regista-se um crescimento da produção e exportação de matérias-primas a granel, como é o caso do minério de ferro, do carvão e do GNL, o que contribui para o aumento do crescimento. Porém, esta situação não será suficiente para que a taxa de crescimento económico volte à sua tendência anterior: será necessário que se recupere o investimento em setores não mineiros para que se registe um crescimento económico sustentado e a longo-prazo.

Crescimento moderado do consumo privado

A política monetária que se traduz em taxas de juro baixas, aplicada pelo Banco da Reserva apoiou o consumo doméstico e a construção de habitações durante 2013 e parte de 2014. É possível que esta situação se mantenha, especialmente enquanto a inflação permanecer sob controlo. O desemprego aumentou de 5,2% em 2012 para 5,6% em 2013, devido principalmente às mudanças no setor mineiro. É esperado que o desemprego comporte um aumento moderado este ano: até alcançar o valor de 5,8%. O setor mineiro foi o impulsionador de um elevado incremento de investimentos de capital fixo, 7,7% em 2011 e 8,6% em 2012, mas existem sinais claros de que deixou de contribuir para o crescimento, se tivermos em conta que o investimento neste setor atingiu o seu ponto alto em finais de 2012. Espera-se que o ritmo de declínio acelere com a concretização dos grandes projetos de GNL, o que implica uma diminuição dos investimentos no âmbito da mineração de 14% em 2014 e 22% em 2015.

Ainda que se tenha observado um aumento modesto no início de 2014 dos investimentos noutros setores, muitas são as empresas que continuam a derivar os investimentos na expectativa que se registe uma melhoria sustentada da procura. Por consequência, espera-se que os investimentos em capital fixo voltem a diminuir 1% em 2014.

O dólar australiano é sobrevalorizado

O valor do dólar australiano cresceu frente ao dólar americano, quando os preços das exportações nacionais de minerais, como o ferro e o carvão, aumentaram entre 2009 e 2011. Apesar da descida de preços desde finais de 2011, o valor do dólar australiano continuou elevado, de forma histórica, por diversos motivos, entre os quais, pela força relativa da economia australiana e pela diferença face às taxas de juro a nível interno e internacional. O valor relativamente alto do dólar australiano sobressaiu no setor turístico e na procura externa dos seus produtos fabricados e serviços relacionados com a educação. A indústria transformadora teve problemas para competir com as importações, sendo que foram os setores nacionais de produção de aço e de automóveis os que mais sofreram.

O clima de insolvência

Em 2008 e 2009, os casos de insolvência de empresas aumentaram drasticamente na Austrália, apesar do país ter conseguido escapar à recessão, tendo-se mantido, desde então num nível historicamente alto. O número de empresas em processo de falência é atualmente um terço mais alto que em 2007. Na austrália, o ano fiscal situa-se entre 1 de julho a 30 de junho do ano seguinte. É esperado que o ano fiscal de 2014 registe um ligeiro decréscimo destes casos, após a estabilização observada no exercício anterior. O número de casos de empresas em processo de insolvência desceu 5% no período de nove meses compreendido entre julho de 2013 e março de 2014.

Sobre a Crédito y Caución

A Crédito y Caución é um dos operadores líderes em seguro de crédito interno e de exportação em Portugal, com uma quota de mercado de 23%. A Crédito y Caución contribui para o crescimento das empresas, há mais de 85 anos, protegendo-as dos riscos associados às vendas a crédito de bens e serviços. Desde 2008 é o operador do Grupo Atradius em Espanha, Portugal e Brasil.

O Grupo Atradius é o operador global de seguros de crédito, presente em 50 países, que tem acesso a informação de crédito em mais de 100 milhões de empresas em todo o mundo.

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