Crédito y Caución prevê uma evolução do mercado de bens de equipamento em 2014 díspar a nível mundial

A indústria regista uma recuperação lenta devido à crise e à queda da construção nalguns mercados.

Madrid - 03-set-2014

Crédito y Caución analisa no seu último Estudo de Mercado a situação do setor de bens de equipamento em diversos mercados no mundo. O relatório demonstra até que ponto o setor da produção de maquinaria se encontra interrelacionado com aqueles que a procuram, manifestando por isso uma evolução diferente em cada mercado.

No Brasil, o setor de bens de equipamento dirige-se totalmente aos setores agrícolas, siderúrgico e de mineração, que atualmente enfrentam margens muito baixas e atrasos nos pagamentos. Contrariamente, em Itália as máquinas agrícolas encontram-se a vender bem, enquanto o setor da construção e o automóvel não estão a produzir os níveis esperados, afetando desta forma, o setor de bens de equipamento.

Em França, este setor foi impulsionado pelo dinamismo da indústria aeroespacial, da agricultura e da energia nuclear, após o abrandamento gerado em 2012, bem como no primeiro semestre de 2013, devido principalmente à diminuição da procura da indústria automóvel e da construção. Desde o segundo semestre de 2013, a produção de maquinaria aumentou ligeiramente. Por outro lado, a queda das exportações em 2013 sofreu uma inversão desde o primeiro trimestre de 2014, quando as exportações para países da União Europeia, especialmente para a Alemanha, aumentaram 3,1%.

Na Dinamarca, o setor viu-se fortemente afetado pela crise financeira mundial, devido à sua exportação e pelo facto de o grosso da sua indústria ser constituído por PME’s. Após anos de redução de custos e de aumentar o número de atividades e resultados, a situação começou a estabilizar-se em 2012, pelo que os pedidos e o volume de negócios em geral voltaram a aumentar em 2013. No entanto, para muitas empresas, as margens e a falta de liquidez mantêm pressão sobre o setor.

Quando a indústria automóvel é a chave

No caso da Bélgica, o crescimento da sua economia supôs uma boa notícia para a produção de maquinaria e para a engenharia mecânica, demonstrando como este setor depende em grande medida do desempenho de outras indústrias chave que, finalmente se encontram em recuperação. Espera-se que a inversão na Bélgica aumente 3,5% em 2014 e 2,1% em 2015.

Melhor comportamento é esperado por parte da República Checa e do Reino Unido, onde a indústria automóvel se apresenta saudável, impulsionando as vendas de máquinas. A Crédito y Caución prevê um crescimento para a economia do Reino Unido de 2,4% em 2014 e de 2,7% em 2015, o que se irá refletir na evolução do setor de bens de equipamento. A indústria britânica melhorou desde o ano passado, graças à recuperação de determinados setores. No primeiro trimestre de 2014 a produção na construção aumentou 5,4% em relação a 2013. O setor automóvel constitui outro setor-chave para a maquinaria: tem vindo a registar um crescimento contínuo durante os últimos 12 meses e espera-se que a tendência se mantenha.

Por outro lado, a indústria de maquinaria checa beneficiará da recuperação da economia do país após a sua contração em 2011, e espera-se que os valores do setor aumentem 2,5% em 2014 e até 2,8% em 2015, com um investimento até 4,6% e 4,1% respetivamente. A indústria automóvel surge como o principal cliente deste setor na República Checa, que registou um aumento de 17% na produção entre janeiro e maio deste ano. A orientação exterior do setor checo de bens de equipamento vê-se beneficiada por um contexto de crescimento das exportações do país. Em 2014, a produção de máquinas cresceu entre 5 e 10% e as novas encomendas continuam a aumentar significativamente.

Ao longo de 2013 e até agora, as margens de benefícios mantiveram-se mais ou menos estáveis. Contudo, para melhorar a competitividade checa e o impulso das exportações, em novembro de 2013, o Banco Central interveio no mercado de câmbios através da compra de euros para enfraquecer a coroa face ao euro. Ainda que isto permita baixar os preços a nível externo, as empresas de matérias importadas estão a sentir o impacto negativo da depreciação da coroa.

Por seu lado, e como seria de esperar, a indústria alemã está bem estabelecida no que respeita às exportações, apesar da queda das vendas num dos seus principais mercados, Rússia, gravemente afetadas pela crise da Ucrânia. O setor da engenharia mecânica alemã obteve um bom resultado em 2011 e 2012. A produção do setor registou uma diminuição de 1% e as encomendas caíram em 2013, devido principalmente a uma menor procura interna e da zona euro. De acordo com a Associação de Engenharia Alemã, a entrada de pedidos diminuiu 3% no período março-maio de 2014 em comparação com o período homólogo do ano anterior. Os volumes de exportação diminuíram 0,9% no primeiro trimestre de 2014, mas um aumento das exportações para os Estados Unidos e União Europeia compensou uma menor procura dos países BRIC, especialmente da Rússia.

 

Sobre a Crédito y Caución

A Crédito y Caución é um dos operadores líderes em seguro de crédito interno e de exportação em Portugal, com uma quota de mercado de 23%. A Crédito y Caución contribui para o crescimento das empresas, há mais de 85 anos, protegendo-as dos riscos associados às vendas a crédito de bens e serviços. Desde 2008 é o operador do Grupo Atradius em Espanha, Portugal e Brasil.

O Grupo Atradius é o operador global de seguros de crédito, presente em 50 países, que tem acesso a informação de crédito em mais de 100 milhões de empresas em todo o mundo.

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