Crédito y Caución espera um a mudança no México em 2014

México será a exceção no padrão de crescimento onde os mercados avançados cresceram mais enquanto os emergentes continuam com um crescimento moderado.

Madrid - 11-dez-2013

Crédito y Caución espera que a economia mexicana tenha um impulso em 2014 até alcançar um crescimento de 3,9%, em relação ao 1,2% previsto para 2013. A economia do México sofreu um drástico deterioramento durante a crise de crédito, começou a recuperar em 2010 e em 2013 comportou-se de forma modesta. No entanto, por causa da sua relação única com os Estados Unidos, o México será em 2014, uma exceção no padrão de crescimento global onde os mercados avançados crescerão mais enquanto a evolução dos emergentes continuará de forma moderada.

Com quase 80% das exportações destinadas aos Estados Unidos, junto com o turismo e as remessas, os Estado Unidos são a principal fonte do México. O país está estreitamente sincronizado com o ciclo de negócios de seu vizinho do norte, cujo crescimento irá acelerar em 2014, até alcançar 2,5% ou 2,6%.

A política monetária pode também dar um impulso ao crescimento do PIB. Os números de inflação têm sido encorajadores, ficando dentro da meta do Banco do México, entre 2% e os 4%. Este facto, conjugado com o crescimento mais lento, tem levado à redução das taxas de juro de referência para 3,5%.

Apesar da sólida política económica a curto prazo, a economia mexicana ainda sofre de problemas estruturais: a cobrança de impostos é quase ineficiente, o mercado de trabalho não é flexível e o setor da energia é monopolizado pelo Estado.

A liquidez internacional do México é boa, ao ter suficientes reservas para cobrir as importações durante mais de cinco meses, de fato, a posição real é ainda melhor, já que este valor não inclui o imenso potencial de liquidez do crédito contingente feito pelo FMI no valor de 72.000 milhões de dólares, de que pode dispor o México em momentos com condições de crédito adversas, esta ajuda foi prolongada até Novembro de 2014.

No entanto, a partir de 2015 será necessário existir uma maior consolidação fiscal. Espera-se que em 2014 exista uma despesa extraordinária para estimular a economia e para fazer a reconstrução após os recentes furacões, que podia reduzir o défice em 4%. Embora a dívida pública estar sob controlo, nos 35% do PIB, uma política monetária expansionista não é sustentável a longo prazo.

O principal desafio das finanças públicas centra-se no declínio estrutural das receitas petrolíferas, que representam 30% do lucro do setor público. O México é o sexto maior produtor de petróleo do mundo, mas as reservas comprovadas caíram de 34.000 milhões para 14.000 milhões de barris desde 1998, e só durarão mais 10 anos. A produção de 3,4 milhões de barris por dia antes da crise reduz substancialmente a cada ano que passa e será 2,1 milhões de barris em 2015.

Apesar dos depósitos offshore de petróleo serem duas vezes maiores do que os depósitos em terra, a empresa nacional de petróleo e gás não tem o conhecimento e os recursos necessários para investir na exploração e produção, principalmente porque 90% das suas receitas revertem para o Estado. A empresa precisa, com urgência, de autorização para cooperar com investidores estrangeiros e privados, o que exige uma reforma à Constituição, o que é uma questão muito sensível politicamente.

Os bancos mexicanos estão bem posicionados em relação ao capital e liquidez, tendo uma exposição limitada aos riscos cambiais. No entanto, a política de empréstimos também está restringida às opções de financiamento para pequenas e médias empresas.

O agravamento da situação de segurança desde 2006, quando o governo intensificou a sua luta contra o tráfico de drogas, o que teve um impacto sobre os negócios, desestimulando o investimento estrangeiro que o México tinha recebido noutras circunstâncias. Além disso, a rentabilidade de muitas empresas tem sido afetada pelas ameaças e a violência contra os empresários.

No entanto, a segurança melhorou um pouco nos últimos tempos. Atualmente, os pagamentos aos órgãos públicos são geralmente lentos devido ao excesso de burocracias. No caso de empresas privadas, muitas solicitam prolongamentos dos prazos de pagamento, sendo que a regra geral no México é que as empresas que pagam em atraso: o padrão médio é até 60 dias, e os atrasos de 90 dias ou mais não são excecionais.

 

Sobre a Crédito y Caución 

A Crédito y Caución é um dos operadores líderes em seguro de crédito interno e de exportação em Portugal, com uma quota de mercado de 28%. A Crédito y Caución contribui para o crescimento das empresas, há mais de 80 anos, protegendo-as dos riscos associados às vendas a crédito de bens e serviços.

Desde 2008 é o operador do Grupo Atradius em Espanha, Portugal e Brasil.

O Grupo Atradius é o operador global de seguros de crédito, presente em 45 países, que tem acesso a informação de crédito em mais de 100 milhões de empresas em todo o mundo.

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