Três em cada cinco insolvencias em Portugal são de empresas

Em 2010, registaram-se mais de 6.500 novos processos de insolvência, o que traduz um crescimento de 31% em relação a 2009.

Madrid - 09-fev-2011

Durante o ano de 2010, em Portugal,  registaram-se mais de 6.500 novos processos de insolvência, o que traduz um crescimento de 31% em relação a 2009. Esta é uma das conclusões do Departamento de Gestão de Risco da Crédito y Caución, que acompanha de perto os processos de insolvência publicados no Diário da República.

Três em cada cinco são relativos a empresas, o que totaliza cerca de 4.100 processos de insolvência. Neste domínio, o crescimento em 2010 [+13%] foi mais moderado do que em 2009. Os restantes cerca de 2.400 processos são relativos a pessoas físicas que regista um crescimento de 79% em relação a 2009.

No último trimestre de 2010, foram registados 1.775 novos processos de insolvência em Portugal, o que representa um ligeiro aumento de 3% face ao trimestre anterior. O aumento significativo dos níveis de insolvência teve início no primeiro trimestre de 2009, chegando a superar um milhar de processos trimestrais, e depois de terminar 2008 com um nível próximo dos 500 processos trimestrais. Após seis trimestres consecutivos de crescimento, o segundo semestre de 2010 revela uma estabilização dos níveis de insolvência em torno dos 1.700 processos trimestrais.

No sector empresarial, um em cada três processos é do sector dos Serviços. Este sector de actividade registou uma das maiores taxas de crescimento [25%], sendo acompanhado de perto pela Construção [24%], Madeiras e Móveis [23%] e Bens de Equipamento [23%]. Ainda assim, o sector dos Brinquedos registou a maior taxa de crescimento de insolvências em 2010 com 70% de variação.

No sentido oposto, o sector dos Electrodomésticos registou um decréscimo significativo [23%] de processos de insolvência em 2010. Idêntica tendência verificou-se nas Peles e Curtumes, Electricidade e Máquinas/Ferramentas, todos com um decréscimo de 8% em relação ao período homólogo.

`Apesar do optimismo moderado que estes indicadores nos transmitem, sobretudo ao registar a perspectiva de evolução e tendência que aparenta estar em processo de inversão, não podemos descurar a evidente debilidade e fragilidade da actual conjuntura macroeconómica do País, sendo ainda evidente a extrema cautela que as empresas portuguesas deverão assumir nos seus negócios. Reforçar as medidas de vigilância do risco, com especial incidência no risco comercial associado a cada um dos clientes, e consequentemente adequar os limites de crédito atribuídos a cada caso, serão processos que deverão ser considerados para protecção das suas actividades´ salienta Paulo Morais, Director da Crédito y Caución para Portugal e Brasil.

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