O risco de crédito na Alemanha

Na Alemanha, os setores automóvel, bens de consumo duradouro, maquinaria, metalurgia, papel, serviços, siderurgia e têxtil apresentam um risco de crédito elevado.
 

São Paolo - 23-mar-2021

 

  • Agricultura - Risco médio


A legislação ambiental mais restritiva e os baixos preços de venda pressionam as margens do setor que se viu adicionalmente afetado durante a pandemia pela escassez de trabalhadores temporários estrangeiros e pelo endurecimento das normas sanitárias. Além disso, o terceiro verão seco consecutivo afetou negativamente as colheitas, situação que prejudicou os produtores de gado. O valor acrescentado do setor deverás contrair cerca de 3,5% em 2021.

 

  • Alimentação - Risco médio


O mercado alemão da distribuição alimentar é o mais competitivo da Europa, com preços de mercado reduzidos devido ao forte poder dos principais retalhistas alimentares e das lojas de baixo preço. As empresas de transformação alimentar e os retalhistas exigem prazos de pagamento mais largos aos seus fornecedores imediatos como forma de melhorarem o seu capital circulante e isto está a criar uma onda de prazos de pagamento prolongados ao longo de toda a cadeia de fornecimento. Os produtores e transformadores de alimentos que fornecem hotéis, restaurantes, cantinas e catering estão a ser muito afetados pelas medidas de confinamento. Pelo contrário, os fornecedores do setor do retalho alimentar foram, de forma geral, menos afetados e, em alguns casos, viram-se mesmo beneficiados. A indústria de transformação de carne vê-se afetada pelos novos requisitos legais relativos ao emprego de trabalhadores temporários. O gado acumulou-se na cadeia de produção, provocando uma queda adicional dos preços. Devido à prorrogação dos planos governamentais e como resultado do confinamento, as consequências finais para o risco creditício de muitas empresas alimentares ainda não estão claras, em especial nos segmentos da hotelaria e do fornecimento de alimentos.

 

  • Automóvel e transporte - Risco elevado


Em 2020, os fabricantes e concessionários sofreram uma deterioração global das vendas, o que provocou graves tensões de liquidez e défice de tesouraria. Apesar do crescimento no segundo semestre, no total do ano de 2020 a produção e matriculação de veículos diminuiu 25% e 19%, respetivamente. As margens já estavam sob pressão antes do coronavírus, devido aos investimentos necessários para a transição para a mobilidade elétrica. O impacto da queda da liquidez nas empresas foi desigual. A grande oferta de ajudas públicas e empréstimos teve um impacto positivo, mas estes empréstimos requerem um reembolso, o que significa que as empresas devem gerar liquidez a curto prazo. Embora se preveja que o mercado automóvel continue a crescer em 2021, esta recuperação será modesta e não deverá compensar as perdas de 2020. As insolvências no setor devem aumentar em 2021.

 

  • Construção e materiais - Risco médio


Após um bom rendimento nos dois últimos anos, as empresas foram afetadas por problemas na cadeia de fornecimento, pelo adiamento de projetos e pela redução do volume de pedidos devido ao impacto do coronavírus e dos confinamentos. Em 2021, prevê-se uma contração de 4% na construção industrial e nas obras públicas. Contudo, a construção residencial menos influenciada pela redução de encomendas, aumentou 2% em 2020 e crescerá cerca de 1% em 2021. No setor dos materiais, o aumento das obras de reforma traduziu-se num notável aumento do volume de negócios. Espera-se que o valor acrescentado do segmento cresça cerca de 4% este ano.

 

  • Consumo duradouro - Risco elevado


A transformação digital e as alterações no comportamento dos consumidores representam um desafio para o setor. Em 2020 o consumo privado de bens de consumo não alimentar mostrou uma evolução desigual nos diferentes segmentos. Enquanto as vendas de móveis, eletrodomésticos e materiais de construção evoluíram bem, as vendas de têxteis, roupa, sapatos e artigos de cabedal deterioraram-se fortemente. Os pequenos comércios a retalho, menos competitivos e, nessa medida, menos estáveis economicamente, necessitam de estímulos fiscais para sobreviver à pandemia. Até agora, não se registou um aumento das dificuldades de pagamento, mas resta ainda ver qual será o impacto do atual confinamento. Atualmente, prevê-se que o valor acrescentado do setor cresça menos de 1% em 2021.

 

  • Eletrónica e TIC - Risco médio


O risco de crédito das empresas de TIC continua a ser moderado, com um rendimento empresarial relativamente estável. As despesas das empresas, dos empregados e das escolas em bens e serviços digitais aumentou devido ao forte incremento do trabalho à distância e da escola digital. Prevê-se que o valor acrescentado das TIC aumente quase 4% em 2021.

 

  • Financeiro - Risco baixo


O setor continua a ser relativamente sólido. Contudo, o aumento dos problemas financeiros das empresas e dos consumidores devido à recessão económica poderia dar lugar a mais incumprimentos nos empréstimos bancários e a condições de acesso ao crédito mais restritivas. O valor acrescentado do setor deve estabilizar em 2021.

 

  • Maquinaria e engenharia - Risco elevado


O setor alemão de maquinaria, muito dependente das exportações, sentiu os efeitos da deterioração da procura mundial em 2020, com uma importante descida nas encomendas e na produção. A desaceleração já se tinha iniciado em 2019 com o aumento das guerras comerciais em todo o mundo. Estima-se que o valor acrescentado da engenharia tenha contraído mais de 15% em 2020. O aumento das encomendas desde novembro aponta para uma recuperação em 2021 que estará próxima dos 10%. Contudo, a evolução depende da rápida recuperação da economia mundial e do desempenho de setores compradores chave como o setor automóvel. Devido aos riscos de baixa que persistem no ambiente económico, ainda é esperado um aumento assinalável das insolvências em 2021.

 

  • Metalurgia - Risco elevado


A situação do setor, marcado pelo excesso de capacidade, por uma concorrência feroz e por uma grande pressão sobre as margens, piorou em 2020 devido à desaceleração provocada pela pandemia. Muitas empresas registaram fracos resultados, tensões de liquidez e uma elevada alavancagem. As pequenas e médias empresas são as mais afetadas, em particular os fornecedores do setor automóvel e as fundições, enquanto as empresas com clientes no setor da construção sentiram impactos menores. Apesar de uma melhoria nos últimos meses, a situação do setor continua a ser má, principalmente devido a um forte aumento dos preços das matérias-primas. No melhor cenário, não se espera uma recuperação até ao segundo semestre, assumindo que a pandemia esteja controlada. Em 2021, as insolvências de empresas metalúrgicas devem aumentar entre os 5% e os 10%.

 

  • Papel - Risco elevado


Os produtores de papel e as indústrias derivadas, como os grossistas, foram especialmente afetados por uma redução da procura decorrente das medidas de confinamento e da digitalização. O rendimento do segmento da edição e impressão, que já apresentava problemas antes da pandemia dada a consolidação em curso e a diminuição da procura, deteriorou-se ainda mais. Pelo contrário, os produtores de papel para embalagem beneficiaram do aumento da procura no comércio eletrónico e da venda a retalho de alimentos. Espera-se que os atrasos nos pagamentos e as insolvências aumentem em 2021, principalmente no subsetor da impressão. 

 

  • Químico e farmacêutico - Risco médio


As empresas químicas e farmacêuticas resistiram bem às repercussões da pandemia. A maioria mantém-se financeiramente resistente. Prevê-se que o valor acrescentado dos produtos químicos recupere cerca de 4,5% em 2021, após uma contração estimada de 5% em 2020. A maior procura de artigos de higiene, materiais de embalagem e produtos farmacêuticos afetou positivamente a produção. Prevê-se que o valor acrescentado dos produtos farmacêuticos cresça 5% este ano.

 

  • Serviços - Evolução de risco elevado para muito elevado


Devido às medidas de confinamento, muitos segmentos foram fortemente afetados, em especial os hotéis, restaurantes, bares, entretenimento, eventos culturais, feiras, aeroportos, cruzeiros, turismo, agências de viagem e operadores turísticos. Calcula-se que o valor acrescentado da hotelaria tenha contraído 34% em 2020. O segundo confinamento iniciado em novembro teve um impacto especialmente significativo no setor dos serviços. Calcula-se que o valor acrescentado do setor tenha contraído quase 6% em 2020 e que recupere uns 3% em 2021. Os atrasos e as insolvências poderiam aumentar consideravelmente após a retirada progressiva das medidas de estímulo. Só será possível alcançar uma recuperação completa após a vacinação de grande parte da população.

 

  • Siderurgia - Risco elevado


Em 2019, a desaceleração do setor automóvel e de maquinaria já começou a afetar seriamente os resultados de muitos fornecedores de aço alemães, com as exportações afetadas pela escassa procura mundial. Muitas empresas siderúrgicas sofreram um aumento dos custos de transporte, mão de obra e energia, junto com o excesso de capacidade e uma forte concorrência. A pressão sobre as margens aumentou num setor em que muitas empresas já mostraram uma rentabilidade ajustada no passado. Espere-se um amplo crescimento no segundo semestre de 2021, na medida em que se tenha conseguido conter a pandemia. Atualmente prevê-se que o valor acrescentado do setor recupere 12% em 2021, após uma contração estimada de 18% em 2020. Ao longo do ano podemos esperar um pequeno aumento das falências de empresas siderúrgicas.

 

  • Têxtil - Risco muito elevado


Prevê-se que o valor acrescentado do setor cresça apenas 3% em 2021 após uma contração estimada de 13% em 2020. Os produtores, grossistas e retalhistas já enfrentavam dificuldades antes do coronavírus devido a uma concorrência feroz e a margens baixas. O grande segmento dos têxteis técnicos for afetado negativamente pela menor procura por parte da indústria automóvel. Os fornecedores e retalhistas de têxteis foram gravemente afetados pelo segundo confinamento, já que o valor das existências continua elevado e não se consegue escoar facilmente. Isto provocará problemas de liquidez em muitas empresas e espera-se que as insolvências aumentem substancialmente em 2021.

 

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