O risco de crédito na Suécia

Na Suécia, os setores automóvel, construção, consumo duradouro, maquinaria, metalurgia, serviços, siderurgia e têxtil apresentam um alto risco de incumprimento.
 

São Paolo - 03-mai-2021

 

  • Agricultura - Risco baixo


Até agora, o impacto da pandemia foi limitado. Embora se estima que o valor acrescentado do setor tenha diminuído cerca de 2% em 2020, há boas perspetivas de uma rápida recuperação. 

 

  • Alimentação - Risco médio


Em 2019 e no início de 2020, muitos importadores de alimentos lutaram com a queda das margens devido à mais fraca taxa de câmbio da coroa sueca. Em 2020, os fornecedores de alimentos para hotéis e restaurantes registaram queda nas vendas, enquanto os fornecedores de grandes redes retalhistas alimentares relataram um aumento do seu volume de negócios. O valor acrescentado dos alimentos deverá crescer 4,5% em 2021, após uma contração estimada de 3% em 2020.

 

  • Automóvel e transporte - Risco muito alto


No primeiro semestre de 2020, os produtores e fornecedores de automóveis sofreram com a deterioração da procura e com as interrupções na cadeia de fornecimento que levaram a graves tensões de liquidez e défice de caixa. As margens já estavam sob pressão antes da pandemia e estima-se que o valor acrescentado do setor automóvel tenha contraído uns impressionantes 18% em 2020. O incumprimento e as insolvências começaram a aumentar no quarto trimestre de 2020, tanto no setor automóvel como nos transportes. No entanto, devido aos planos de apoio do governo que ajudaram a aliviar os problemas de liquidez a curto prazo, o número de insolvências tem sido menor do que o esperado. Devido à segunda vaga da pandemia e à disseminação de mutações virais mais contagiosas que afetam a atividade económica no curto prazo, as perspetivas de recuperação do setor no primeiro semestre de 2021 permanecem incertas. O valor acrescentado do transporte deverá recuperar apenas 8% em 2021, após uma contração estimada de 14,5% em 2020.

 

  • Construção e materiais - Risco alto


O investimento em novos edifícios residenciais contraiu em 2020 devido às restrições ao crédito ao consumo impostas pelo Estado aos bancos que travaram os empréstimos às famílias para a compra de casas. As construtoras tendem a estar fortemente endividadas, especialmente as que atuam no segmento imobiliário e de construção residencial. Os bancos estão relutantes em emprestar a este subsetor. Embora o número de insolvências na construção tenha estabilizado em 2020, em comparação com outros setores, continua elevado quando apurado em relação ao número de empresas de construção ativas.

 

  • Consumo duradouro - Risco muito alto


Apesar da falta de medidas de confinamento exaustivas, o consumo privado de bens de consumo não alimentar diminuiu. Contudo, as vendas na Black Friday alcançaram um máximo histórico. Devido à segunda vaga da pandemia e à propagação de mutações virais mais contagiosas que afetam a atividade económica no curto prazo, as perspetivas de crescimento do setor no primeiro semestre de 2021 continuam incertas.

 

  • Eletrónica e TIC - Risco médio


O valor acrescentado do setor deverá aumentar cerca de 3,5% em 2021, após um crescimento estimado de 1% em 2020. Muitos fornecedores B2B relataram que os clientes adiaram ou cancelaram os seus investimentos em TI no ano passado, o que teve um impacto nas vendas.

 

  • Financeiro - Risco baixo


De momento, o setor permanece resiliente. Embora as perdas de crédito tenham aumentado em 2020, o setor bancário está suficientemente capitalizado e é capaz de absorver essas perdas. Espera-se que o crescimento do seu valor acrescentado estabilize em 2021.

 

  • Maquinaria e engenharia - Risco alto


Em 2020, as perspetivas das empresas deterioraram-se à medida que as encomendas em curso e a produção diminuiam. A procura do setor automóvel, importante comprador da indústria, permanece fraca. Estima-se que o valor acrescentado do setor tenha diminuído 11% em 2020. Devido à pandemia e à propagação de mutações virais mais contagiosas que afetam a atividade económica no curto prazo, as perspetivas de recuperação do setor no primeiro semestre de 2021 permanecem incertas. 

 

  • Metalurgia - Risco alto


Em 2020, os produtores e comerciantes de metais sofreram com a deterioração da procura dos principais setores compradores, como o automóvel e a construção. Após uma contração de 7% em 2019, estima-se que o valor acrescentado tenha contraído novamente em 2020, na ordem dos 9%. As finanças das empresas estão sob tensão e as perspetivas de recuperação a curto prazo são mínimas, visto que a incerteza económica permanece alta.

 

  • Papel - Risco médio


O setor continua a ser afetado pelo processo de digitalização em curso, o que levou a um declínio na procura nos últimos anos. A pandemia teve efeito de amortecimento na procura de impressão. O valor acrescentado do setor deverá crescer 1% em 2021, após uma contração de 4% em 2020.

 

  • Químico e farmacêutico - Risco baixo


Em 2020, algumas empresas químicas sofreram uma queda na procura associada às interrupções na sua cadeia descendente e a uma redução da procura por parte das principais indústrias compradoras. O valor acrescentado dos produtos químicos deve aumentar 4% este ano. As empresas farmacêuticas vão continuar a beneficiar do aumento das despesas com a saúde, com estimativa de um aumento de 3% no valor acrescentado em 2021, após uma taxa de crescimento de 15% em 2020. As empresas químicas e farmacêuticas mantêm, em regra, uma sólida posição financeira, um histórico de pagamentos positivo e uma baixa taxa de insolvência, comparativamente com outros setores.

 

  • Serviços - Risco muito alto


Apesar da Suécia experimentar medidas menos restritivas por comparação com outros países, o seu setor de serviços sentiu o impacto da pandemia, em especial nos segmentos de hotéis, catering, restaurantes, bares, entretenimento, eventos culturais, agências de viagens e operadores turísticos. Estima-se que o valor acrescentado da hospitalidade tenha diminuído 26% em 2020. Até agora, os estímulos fiscais mantiveram as empresas financeiramente resilientes. Contudo, a pandemia em curso e a propagação de mutações do vírus mais contagiosas vão resultar num aumento dos incumprimento e das insolvências em 2021. O valor acrescentado do setor deve crescer apenas 1% neste ano, após uma retração estimada de 4% em 2020.

 

  • Siderurgia - Risco alto


Em 2020, os produtores e traders de aço sofreram com a deterioração da procura por parte dos principais setores compradores, como o setor automóvel e de construção. Após uma contração de 7% em 2019, estima-se que o valor acrescentado volte a contrair 10% em 2020. Espera-se uma recuperação de apenas 5% em 2021. As finanças das empresas estão sob tensão e as perspetivas de recuperação no curto prazo são escassas, uma vez que a incerteza económica continua alta.

 

  • Têxtil - Risco muito alto


Embora antes da pandemia os produtores, grossistas e retalhistas já enfrentassem uma concorrência feroz e margens limitadas, a deterioração das vendas devido aos confinamentos em toda a Europa contribuiu para os problemas de desempenho do setor. Em 2020, as vendas de vestuário e calçado dos retalhistas tradicionais caíram 18% e 31%, respetivamente. A segunda vaga da pandemia causou uma desaceleração dramática nas vendas desde o final do quarto trimestre de 2020, e esta tendência de queda irá manter-se no primeiro semestre de 2021. A morosidade e as insolvências estão a aumentar entre os retalhistas tradicionais que não possuem uma presença online efetiva. O valor acrescentado do setor deverá contrair 0,5% em 2021, após uma redução estimada de 7,5% em 2020.

 

Sobre a Crédito y Caución


Crédito y Caución é uma das marcas líderes em seguro de crédito interno e de exportação em Brasil, com uma quota de mercado de 16%. A Crédito y Caución contribui para o crescimento  das empresas, protegendo-as dos riscos de incumprimento associados a vendas a crédito de bens e serviços. A marca Crédito y Caución também está presente em Espanha e no Portugal. No resto do mundo opera como Atradius. Somos um operador global de seguro de crédito presente em 50 países. A nossa actividade consolida-se no Grupo Catalana Occidente.
 

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