América do Sul vai registar uma modesta recuperação do crescimento em 2017

O mais recente relatório da Crédito y Caución prevê a recuperação do crescimento no Brasil e na Argentina, onde as empresas enfrentam riscos de liquidez significativos.

Madrid - 21-mar-2017

 

Num ambiente de incertezas políticas e económicas, a América do Sul registará uma recuperação modesta do crescimento em 2017, de acordo com o mais recente relatório divulgado pela empresa Crédito y Caución.

 

Na Argentina, o atual Governo tem empreendido, desde 2015, importantes reformas económicas como a redução das subvenções à energia, a supressão dos impostos à exportação ou a renegociação da dívida que permitiram o regresso do país aos mercados internacionais e a melhoria das suas relações com o FMI, os EUA e a Europa. No entanto, em 2016, a Argentina contraiu-se devido aos efeitos imediatos das novas políticas e à recessão em seu principal parceiro comercial, o Brasil. Muitas famílias argentinas foram severamente afetadas pelos cortes e pelo aumento da inflação, superior a 35% devido à desvalorização do peso, o que gerou protestos em massa e um quadro de instabilidade para a economia. Embora a Crédito y Caución antecipe o regresso do país ao crescimento em 2017, salienta que muitas empresas argentinas ainda enfrentam grandes riscos de liquidez, devido à volatilidade do crédito e à incerteza política e económica.

 

 

O Brasil também se caracteriza por uma elevada incerteza política, marcada pelas investigações de corrupção em torno da companhia petrolífera estatal. Em 2015 e 2016, a economia brasileira contraiu-se devido à debilidade da procura externa, à quebra dos preços dos produtos básicos e à drástica redução do consumo, do investimento e da produção industrial. Neste enquadramento, as insolvências aumentaram significativamente no Brasil, uma tendência que se irá manter em 2017 com um aumento previsto de 10%. O atual Governo colocou o foco em aumentar a confiança dos investidores, travar o crescimento da despesa pública, melhorar a credibilidade do Banco Central, reformar as pensões e a segurança social, e a rigidez do mercado laboral. No entanto, o avanço nestas áreas prevê -se muito lento. Embora a divida externa do país continue a ser relativamente baixa, o Brasil é uma economia vulnerável às mudanças no investimento, marcada pela incerteza sobre os escândalos de corrupção e o futuro da relação comercial com os Estados Unidos. Contudo, em 2017, prevê -se uma recuperação modesta do crescimento económico, inferior a 1%.

 

No Chile, a estabilidade governativa viu-se afetada por vários escândalos de corrupção. Em 2016, o crescimento económico foi muito modesto devido ao baixo preço do cobre, que representa mais de 45% das exportações e 10% do PIB, à desaceleração chinesa que representa mais de 25% das exportações e à debilidade da procura interna dificultada pela dívida das famílias. Apesar disso, prevê-se um impulso do crescimento em 2017. O impacto da nova Administração dos EUA é incerto. A indústria de produtos básicos chilena poderia beneficiar-se dos projetos de infraestrutura de grande dimensão da Admnistração norte-americana, mas poderia também ver-se afetada negativamente pelo crescente proteccionismo. No entanto, a resistência do Chile ao vaivém da economia continua a ser forte, com uma dívida externa de 62% do PIB. 

 

Na Colômbia, a implementação do acordo de paz que colocou fim a um conflito com cinco décadas não está plenamente assegurada. Desde 2015, o crescimento do PIB da Colômbia abrandou devido à diminuição do preço das commodities, como o carvão e o petróleo, que representam 80% das exportações (o petróleo, só por si, representa mais de 40%.) Em 2017, a perspetiva de crescimento continua a ser modesta. Apesar de um significativo progresso económico nos últimos anos, a Colômbia tem ainda elevadas taxas de pobreza e de desigualdade, em especial nas áreas rurais, o que torna muito necessárias as reformas sociais, a promoção do emprego e a melhoria das infraestruturas que asseguram o crescimento económico a longo prazo.

 

Sobre a Crédito y Caución

 

Crédito y Caución é uma das marcas líderes em seguro de crédito interno e de exportação em Brasil, com uma quota de mercado de 16%. A Crédito y Caución contribui para o crescimento  das empresas, protegendo-as dos riscos de incumprimento associados a vendas a crédito de bens e serviços. A marca Crédito y Caución também está presente em Espanha e no Portugal. No resto do mundo opera como Atradius. Com uma quota de mercado mundial de 23%, somos um operador global de seguro de crédito presente em 50 países que proporciona cobertura em 240 mercados e tem acesso a informação de crédito de mais de 200 milhões de empresas em todo o mundo. A nossa actividade consolida-se no Grupo Catalana Occidente.

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