As Oportunidades da Crise Chinesa

A desaceleração chinesa e o reequilíbrio da sua economia em direcção ao investimento e ao consumo interno cria novas oportunidades para fornecedores estrangeiros.

Madrid - 08-nov-2016

 

Os últimos dados disponíveis apontam que a economia chinesa cresce a uma taxa de 6,6%. Ainda que com um crescimento mais lento nos últimos sete anos, esta encontra-se acima das últimas estimativas, que preveem um crescimento do PIB de 6,3% para 2016. A China experiencia algo parecido como uma crise económica, mas é o tipo de crise que muitos países desenvolvidos, onde as melhores previsões de crescimento se situam inferiores a 3%, dariam as boas-vindas.

O problema da China encontra-se no seu sucesso como fábrica do mundo. Agora, o governo chinês está a tratar de reequilibrar a sua economia aumentando o investimento e o crescimento do consumo. Desde a sua adesão à Organização Mundial do Comércio em 2001, a China levou a cabo grandes avanços no sentido da sua abertura ao comércio internacional, tais como a redução da tarifas ou remoção de outras barreiras comerciais. Além disso, o Remnimbi continua no seu caminho para a internacionalização plena. No entanto, os fornecedores estrangeiros necessitam de entender e conhecer as peculiaridades da lei chinesa e as suas práticas de venda para poder planificar a sua estratégia.

Segundo o último relatório divulgado por Crédito y Caución, a primeira norma para comercializar com a China é manter-se em dia com a sua regulação. A China classifica os bens em três categorias (proibidas, restritas e permitidas) e o Ministério do Comércio publica toda e qualquer revisão à lista. Além disso, publicam todos os anos  as mudanças do sistema tarifário, que caíram 15% em média em 2000 a 9,8% em 2015. A China fez progressos significativos na proteção da propriedade intelectual, com impacto não só no papel. Em 2016, uma empresa francesa alcançou a maior indemnização por danos, três milhões de remnimbis previstos na nova lei de propriedade intelectual chinesa.

O respeito pelas tradições chinesas é o fundamental para fechar negócio. Nesse sentido ter uma presença física no país pode ser um benefício diferenciador para os fornecedores estrangeiros, permitindo encontros face a face. Além disso, é importante aproveitar ao máximo as vantagens das novas zonas de livre comércio. Em 2013 o governo chinês estabeleceu em Xangai a primeira China Continental e em 2015 criou mais três: Tianjin, Fujian e Guangdong. Muitas empresas utilizam estas zonas para exportar os seus produtos e componentes intermediários que são montados e utilizados nos processos de produção para serem reexportados sem a intervenção habitual das autoridades aduaneiras.

Uma empresa que queira enfrentar o mercado chinês não deve descartar a venda online. O gigante asiático têm o maior mercado de e-commerce do mundo, com um crescimento de vendas B2C de 25% anual. Em 2015, só o dia dedicado ao e-commerce gerou 12 000 milhões de euros em vendas. Neste encontro de novas oportunidades comerciais, é importante escolher os meios de pagamento, especialmente quando os nossos estudos recentes apontam para a probabilidade de um aumento nos atrasos de pagamento na China.

 

Sobre a Crédito y Caución

A Crédito y Caución  é um dos operadores líderes em seguro de crédito interno e de exportação. A Crédito y Caución contribui para o crescimento das empresas, há mais de 85 anos, protegendo-as dos riscos associados às vendas a crédito de bens e serviços. Desde 2008 é o operador do Atradius em Brasil, Espahna e Portugal.

Com uma quota do mercado de 23%, a Atradius é o operador global de seguros de crédito, presente em 50 países, que proporciona a cobertura em 240 mercados e tem acesso a informação de crédito em mais de 200 milhões de empresas em todo o mundo. O operador global consolida a sua actividade no âmbito do Grupo Catalana Occidente.

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