A economia do centro, este e sudeste Europeu recupera

O aumento da despesa dos consumidores, o investimento das empresas e as exportações líquidas fomentam o crescimento dos países da região.

Madrid - 15-out-2015

A Crédito y Caución difundiu um relatório no qual avalia os riscos económicos e a capacidade de pagamento dos países do centro, este e sudeste europeu, com especial atenção mediática, por serem zonas de passagem dos movimentos migratórios dos refugiados, que chegam à União Europeia. De acordo com o relatório, as economias destes mercados registam melhorias no seu crescimento, devido, em grande medida, a um maior consumo privado, assim como à ligeira recuperação do investimento e à melhoria das exportações.

Investimento e moeda volátil na Hungria

A Hungria registou um crescimento significativo do PIB, em 2014, de 3,5%, depois dos 1,7% de 2013. Esta melhoria deve-se ao crescimento da procura de imóveis, ao importante aumento do investimento e ao crescimento das importações e das exportações. O desemprego passou de 7,5% em 2008, para mais de 10% em 2012. Esta taxa começou a diminuir em 2013 e espera-se que continue esta tendência até aos 7,5% em 2015. Contudo, a Hungria regista um nível muito alto de dívida pública. Em 2011, esta alcançou 82% do PIB e só reduziu para 77% do PIB, em 2014. A previsão para a redução de dívida pública da Hungria continua a ser pessimista, uma vez que se mostra muito vulnerável à volatilidade dos investimentos estrangeiros e à moeda. A Hungria teve défices significativos, embora esta situação tenha melhorado, a partir de 2009, graças a uma diminuição das importações e a uma rápida recuperação das exportações.

Fortalecimento da República Checa

A economia Checa, uma das mais fortes da região, sofreu uma contração em 2012 e 2013, como resultado das medidas de austeridade adotadas e da queda da procura comercial da União Europeia, que cortou as suas exportações. Contudo, o crescimento voltou em 2014, graças a um maior consumo privado, ao aumento do investimento e à despesa pública. Espera-se que o PIB cresça 3,0% em 2015 e 3,1% em 2016. A taxa de desemprego alcançou os 6,1% em 2014, mas espera-se que diminua em 2015 e 2016, graças à força que a economia está a ganhar. Por outro lado, as finanças públicas melhoraram em 2013, passando o défice de 3,9% em 2012, para 1,2%, abaixo dos 3% dos critérios de Maastricht. Esta melhoria significativa permitiu que a República Checa não tivesse problemas em aderir aos critérios de adoção do euro. Prevê-se que a dívida do governo permaneça em níveis baixos nos próximos anos, devido a um forte crescimento económico.

Rápido crescimento na Polónia

Nos últimos anos, a economia da Polónia cresceu a um ritmo consideravelmente mais rápido que a restante zona euro. Em 2014, o PIB polaco aumentou 3,4%, impulsionado principalmente pelo consumo privado e pelo investimento. Espera-se que a economia beneficie dos preços baixos da energia e que o PIB cresça 3,5%, em 2015, graças ao aumento da procura doméstica e ao crescimento das exportações. Desde 2013, a inflação tem sido baixa e alcançou, inclusive, valores negativos em alguns momentos de 2014. A taxa de desemprego, ainda que abaixo da média da zona euro, manteve-se alta em 2014, em 9,0%. Desde o ano de 2007, a dívida pública polaca aumentou, até que, em 2013, alcançou o seu pico máximo de 57% do PIB. O défice por conta corrente diminuiu, principalmente devido a um aumento das exportações sobre as importações.

Estabilidade na Eslováquia

A economia eslovaca cresceu 2,4% em 2014, impulsionada pela despesa dos consumidores, pelo investimento das empresas, pelo consumo do governo e pelas exportações. Espera-se que o crescimento aumente em 2015 e 2016, até 2,8% e 3,5%, respetivamente, pela forte procura interna e pelo aumento das exportações para a zona euro. As previsões apontam para uma diminuição do desemprego, de 14,2% em 2013, para 11,7% em 2015, e 10,9% em 2016, devido, principalmente, à melhoria das condições económicas internas. O défice orçamental manteve-se estável, abaixo dos 3%, desde 2013. Espera-se que reduza para 2,4% em 2015, e 1,6%, em 2016. Os rendimentos da dívida pública a longo prazo diminuíram rapidamente nos últimos três anos. Espera-se que o nível da dívida pública estabilize nos 57% do PIB em 2015, antes de começar a diminuir nos próximos anos.

Debilidades estruturais na Turquia

A Turquia registou um grande progresso económico, com um crescimento do PIB superior à média europeia, tornando este país num dos mercados emergentes mais destacados. Contudo, desde 2013, as dificuldades económicas estruturais da Turquia reapareceram: entre elas a sua alta inflação, as grandes necessidades de financiamento externo, a forte dependência das entradas de capital e a débil liquidez internacional. Em 2014, a economia turca perdeu força devido a um menor crescimento das exportações, limitadas por maiores taxas de juros e uma desvalorização da moeda, que encareceram as importações. Por ser um grande importador de petróleo, a economia turca deveria beneficiar dos baixos preços do petróleo, o que ajudaria a impulsionar a procura privada, a baixar a inflação e a diminuir o seu grande défice de conta corrente.

 

Sobre a Crédito y Caución

A Crédito y Caución  é um dos operadores líderes em seguro de crédito interno e de exportação. A Crédito y Caución contribui para o crescimento das empresas, há mais de 85 anos, protegendo-as dos riscos associados às vendas a crédito de bens e serviços. Desde 2008 é o operador do Atradius em Brasil, Espahna e Portugal.

Atradius é o operador global de seguros de crédito, presente em 50 países, que tem acesso a informação de crédito em mais de 100 milhões de empresas em todo o mundo. O operador global consolida a sua actividade no âmbito do Grupo Catalana Occidente.

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